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Sorocaba e Região

Censo Escolar aponta redução de 0,7% no número de alunos em Sorocaba

Enquanto o município ganhou cerca de 1.900 estudantes em 2018, o Estado reduziu 2.600 vagas
Rede estadual perdeu 2.600 vagas em 2018 na comparação com 2017. Crédito da foto: Emídio Marques

O número de estudantes matriculados na rede pública de ensino de Sorocaba se manteve praticamente igual entre 2017 e 2018, segundo dados do Censo Escolar, passando de 114.440 para 113.692, uma redução geral de 0,7%. No ano passado, segundo o levantamento, 55.594 estudantes sorocabanos estavam matriculados na rede municipal de ensino e 58.098 na rede estadual. Enquanto o município ganhou aproximadamente 1.900 estudantes no ano passado, o Estado reduziu 2.600 vagas em 2018 na comparação com o ano anterior. No País todo, segundo o Censo Escolar, no ano passado foram registradas 48,4 milhões de matrículas nas 181,9 mil escolas de educação básica brasileiras. Em 2017 foram, 48,6 mi.

Do total de alunos matriculados nas escolas públicas de Sorocaba, 1.540 estão na educação especial. No ano passado esse número era 11,7% menor, com 1.365. A fase com mais estudantes inscritos no ensino especial é no fundamental, com 978 matriculados. Em seguida vem o ensino médio, com 253 alunos. A fase de creche tinha 11.493 alunos no ano passado e desses apenas 32 em educação especial. No ano anterior eram 37 crianças.

Ainda na educação infantil, 13.532 frequentaram a pré-escola regular e 168 o ensino especial. Creche e pré-escola são de responsabilidade da Secretaria de Educação de Sorocaba (Sedu). Estado e município compartilham o gerenciamento do ensino fundamental. Nas escolas estaduais, em 2018, estavam matriculados 32.928 estudantes nesta etapa. Já nas municipais eram 29.925.

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O ensino médio é todo gerenciado na rede estadual, com 22.881 alunos. Foram registradas nesta etapa, nacionalmente, 7,7 milhões de matrículas no ano passado. O total de matrículas do ensino médio, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), segue tendência de queda nos últimos anos, o que se deve tanto à redução da entrada proveniente do ensino fundamental (a matrícula do 9º ano teve queda de 8,3% de 2014 a 2018), quanto à melhoria no fluxo no ensino médio, já que a taxa de aprovação cresceu. Nos últimos cinco anos o número total de matrículas do ensino médio reduziu 7,1%.

Na educação de jovens e adultos (EJA), foram 1.052 inscritos na rede estadual para ensino fundamental e 1.237 para médio. Na rede municipal teve apenas EJA para ensino fundamental, com 294 inscritos. Em todo o Brasil, o número de matrículas da EJA diminuiu 1,5% no último ano, chegando a 3,5 milhões em 2018. Segundo o Censo, 182 alunos estavam matriculados na fase de anos iniciais do fundamental na área rural da cidade sob responsabilidade da Sedu. Já na rede estadual, foram 136 alunos de EJA fora da zona urbana.

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Atendimento amplo

A mestra em Educação Catarina André Hand, professora da Universidade de Sorocaba (Uniso), explica que a ligeira diminuição de alunos na rede pública é uma tendência por conta também da diminuição da população na faixa etária escolar. Embora o número de escolas na zona rural seja muito reduzido, Catarina destaca que o transporte escolar é eficiente e torna o ensino acessível em todo o município. “A redução de matrículas não quer dizer que tem menos gente com acesso ao ensino. Hoje a região de Sorocaba atente praticamente 100% da população na educação básica”, afirma.

Sobre a EJA, ela destaca que ano a ano a procura por esta etapa cresce, já que o sistema de ensino é bem facilitado. “Antes as pessoas não conseguiam concluir, mas hoje elas têm a possibilidade de esclarecer dúvidas no horário mais conveniente e o caminho para o diploma é mais simples.” Com a EJA, segundo Catarina, o acesso também ao ensino superior se torna possível e esta etapa do ensino, diz ela, também vem crescendo na região.

Mapear a rede pública de ensino, aponta a professora Maria Regina Oliveira Gomes, é importantíssimo para encontrar possíveis falhas e traçar metas para os anos seguintes. Segundo ela, que leciona na rede estadual e municipal, os dados do Censo servem de base para o repasse de recursos do governo federal e também do Estado. “O levantamento consegue dimensionar o quanto evoluímos e também o que é preciso melhorar”, conclui.

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