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Audiência mantém preso médico que tentou matar a companheira em Sorocaba

17 de Janeiro de 2019 às 12:08

A audiência de custódio ocorreu no Fórum de Sorocaba. Crédito da foto: Fábio Rogério

O médico Luis Claudio Pitança Alcântara, que foi preso após agredir e tentar matar a companheira grávida em Sorocaba, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A informação foi divulgada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, após audiência de custódia realizada na manhã desta quinta-feira (17) no Fórum de Sorocaba.

Luis foi preso em flagrante nesta madrugada por tentativa de feminicídio e ameaça. Segundo a Polícia Civil, policiais militares que atenderam a ocorrência encontraram a vítima, que também é médica, com o rosto bastante inchado e com hematomas em várias partes do corpo. O homem estava com com uma faca na mão e dizia que ia matar a companheira. Ela relatou estar sendo agredida há horas pelo companheiro.

De acordo com o delegado assistente da Delegacia Seccional, a PM foi acionada para atender uma ocorrência de discussão entre casal. O homem chegou a negar que houvesse uma briga no local, mas os policiais adentraram na residência após ouvir gritos de socorro por parte de uma voz feminina.

O delegado Alexandre Cassola divulgou detalhes sobre a ocorrência. Crédito da foto: Cortesia

A mulher contou que recebeu socos e chutes e que o companheiro chegou a jogá-la com a barriga contra o chão, subido em suas costas e atingido com uma “gravata”, dizendo que mataria ela e o bebê. As agressões teriam começado após uma discussão do casal, cujo motivo não foi divulgado.

A vítima não teria relatado agressões anteriores. A polícia levantou, ainda, que o médico já era alvo de outros boletins de ocorrência, como omissão de socorro, injúrias e danos — crimes ocorridos em diferentes locais de trabalho.

O homem foi atuado em flagrante para a delegacia de plantão da zona norte. Ainda na delegacia ele continuou a ameaçar a vítima, afirmando que se fosse preso pelas agressões, encontraria a mulher e o bebê “nem que fosse no inferno”. Para o delegado, a ocorrência mostra que o indivíduo apresentava sinais de alteração psicológica.

De acordo com a polícia, o casal vivia junto há um ano e ambos são clínicos gerais, que atuam como plantonistas em unidades de saúde da região de Sorocaba e na Grande São Paulo.

A vítima foi socorrida e, segundo informações da polícia, ela e o bebê passam bem. Após ser levada ao pronto-socorro, a mulher preferiu continuar o atendimento em uma clínica particular em que atua e nesta manhã já estava em casa. (Da Redação)