Arraiá leva diversão aos moradores da Vila dos Velhinhos, em Sorocaba

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Julieta mora na Vila dos Velhinhos e aprovou a festa. Crédito da foto: Fábio Rogério

Com comida típica, o Arraiá da Vila começou sexta e acabou ontem. Crédito da foto: Fábio Rogério

O “Arraiá” da Vila dos Velhinhos de Sorocaba animou a diversão dos moradores internos da entidade, dos seus familiares e amigos. Foram dois dias de diversão -- sexta-feira (19) e sábado (20) -- na festa típica desta época do ano com direito a música, doces, lanches. A Vila dos Velhinhos tem aproximadamente 90 residentes.

Segundo o presidente da entidade, Silvio Cariani, a iniciativa é uma forma de proporcionar distração aos residentes e a renda arrecadada com o evento será destinada integralmente ao lar. Informou que entre os atrativos havia sanduíches de pernil e de linguiça toscana, pamonha, quentão, pipoca, churros, brinquedos, barraquinha de pesca. Cariani informou também que o “Arraiá” contou com a colaboração do supermercado Tauste, que forneceu parte dos alimentos oferecidos na festa.

Silvio Cariani preside a entidade. Crédito da foto: Fábio Rogério

Moradoras da Vila dos Velhinhos, Julieta Rosa dos Santos, de 92 anos, e Alice Borges, de 80 anos, curtiram o “Arraiá” ontem. “Vim aqui para comer um churrasquinho”, falou Alice. E Julieta estava atenta à canjica e ao pé-de-moleque. “Eu gosto muito de milho verde, uma delícia”, afirmou Julieta, mas ao mesmo tempo lamentou que, por ter problemas odontológicos, tenha dificuldade de ingerir esse alimento.

Julieta mora na Vila dos Velhinhos e aprovou a festa. Crédito da foto: Fábio Rogério

O “Arraiá” também ativou a memória de Alice e Julieta. Alice recorda que frequentou muito a festa junina de Votorantim: “Gente, eu ia muito lá em Votorantim.” Também curtia a festa quando levava os filhos. Ela tem 5 filhos, 15 netos e 7 bisnetos.

A diversão fez Julieta recordar da juventude em Boquim, cidade do Estado de Sergipe. As festas juninas em Boquim eram animadas, mas os pais não deixavam que ela fosse sozinha. Nas vezes em que ia à festa, tinha que ser na companhia da mãe: “E ela ficava olhando, ninguém saía de perto dela.” Não se casou e não teve filhos. (Carlos Araújo)