Sorocaba e Região

Anvisa orienta sobre uso de máscaras e pede atenção com modelos improvisados

Item não é indicado para pessoas sem sintomas respiratórios e é necessário evitar desabastecimento para profissionais de saúde
Máscaras devem ser usadas com critério
A OMS pede o uso racional de máscaras médicas, com prioridade para os profissionais da saúde. Crédito da foto: Vinícius Fonseca / Arquivo JCS (20/3/2020)

Em meio à pandemia do novo coronavírus há quem veja a oportunidade de lucrar com a venda de itens utilizados na prevenção à doença. As máscaras, que estão em falta no mercado, são um dos itens mais procurados. Nas redes sociais há pessoas anunciando modelos artesanais como forma de prevenir o contágio. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entretanto, informa que o uso de máscaras artesanais de tecido não é recomendado em nenhuma circunstância, assim como outros modelos improvisados que estão surgindo na internet.

De acordo com o órgão, pessoas sem sintomas respiratórios não precisam usar máscara médica. Segundo Maria van Kerkhove, líder técnica de programas de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), é necessário uso racional de máscaras médicas para evitar o desperdício do recurso, muito precioso principalmente para os profissionais da saúde. “A orientação da OMS é que as pessoas usem máscaras se elas mesmas estiverem doentes, se tiverem sintomas respiratórios. E o motivo para isso é que elas evitem a transmissão para outra pessoa, não para evitar que elas mesmas se infectem”, explicou van Kerkhove.

Publicada no último sábado, dia 21, a mais recente nota técnica da Anvisa sobre o novo coronavírus foi elaborada em conjunto entre a Associação Brasileira dos Profissionais em Controle de Infecções e Epidemiologia Hospitalar (ABIH), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

De acordo com a Anvisa, a máscara deve ser confeccionada em material tecido-não tecid (TNT), possuir no mínimo uma camada interna e uma camada externa e, obrigatoriamente, um elemento filtrante. “A camada externa e o elemento filtrante devem ser resistentes à penetração de fluidos transportados pelo ar”, orienta o órgão. Além disso, deve ser confeccionada de forma a cobrir adequadamente a área do nariz e da boca do usuário, além de possuir um clipe nasal constituído de material maleável que permita o ajuste adequado do contorno do nariz e das bochechas.

Conforme recomendação técnica, é necessário colocar a máscara cuidadosamente para cobrir boca e nariz e ajustar para que não fiquem espaços abertos entre o item e o rosto. Enquanto estiver utilizando a proteção, é importante que a máscara não seja tocada e ela deve ser removida pelas tiras laterais. “Substitua as máscaras por uma nova limpa e seca assim que a antiga tornar-se suja ou úmida e não reutilize máscaras descartáveis”, recomendou a Anvisa.

Falsa segurança

A OMS destacou que o uso das máscaras é apenas parte do combate ao coronavírus e há maneiras mais eficazes de proteger a si e aos outros. “Evitar contato próximo com pessoas que sofrem de infecções respiratórias agudas, realizar lavagem frequente das mãos, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes bem ventilados” estão entre as medidas que previnem o contágio. (Larissa Pessoa)

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