Sorocaba e Região

Antigo Galpão da Laranja tem cara nova

Reforma deve terminar em dezembro para abrigar entre outros a Agência Ambiental e laboratórios da Cetesb
Antigo Galpão da Laranja tem cara nova
Tão logo seja concluída a reforma do prédio haverá a mudança dos organismos estaduais para o local, segundo informou a Cetesb. Crédito da foto: Emidio Marques

Deverá ser entregue na segunda quinzena de dezembro a obra no antigo Galpão da Laranja do bairro Árvore Grande, também conhecido como packing house, onde funcionará a Agência Ambiental de Sorocaba e os laboratórios da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e de órgãos como Secretaria Estadual do Meio Ambiente, Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) e Fundação Agência de Bacias Hidrográficas do Alto Tietê. A informação é da Cetesb e foi passada na tarde de ontem. Ainda de acordo com a companhia, o processo de mudança para o local será feito logo em seguida. O investimento do Estado para a construção é estimado em R$ 4,4 milhões. Este prédio fica na rua Epitácio Pessoa, uma travessa da avenida São Paulo.

A reportagem esteve ontem de manhã em frente ao prédio e pôde observar vários homens trabalhando. Aparentemente, restam apenas detalhes e a parte de acabamento para a conclusão da obra. O espaço, atualmente, não se assemelha minimamente ao cenário de pouco mais de três anos. Em uma das primeiras publicações sobre o assunto, o Cruzeiro do Sul anunciava em primeira mão que o galpão havia sido devolvido pela Prefeitura de Sorocaba ao Governo do Estado, sob a justificativa de que fora feito um estudo para se tornar tombado como patrimônio histórico, o que necessitaria de um investimento elevado para restauro.

Leia mais  RMS não receberá novo presídio, diz secretário

À época da reportagem, em maio de 2015, o espaço estava em estado de completo abandono. Além da grande quantidade de lixo depositada no local, também eram vistas, entre outros itens, muitas peças de roupas, calçados, colchões, sofás, embalagens de alimentos e garrafas de bebidas alcoólicas, o que indicava a presença contínua de moradores de rua no local.

“Carma da laranja”

O centro de distribuição da laranja foi construído em 1928, época em que, assim como boa parte do Brasil, Sorocaba enfrentava uma queda na produção nas lavouras de café. A citricultura surgiu como alternativa para o município, então segundo maior produtor da fruta no País, ficando atrás apenas de Limeira. Na reportagem publicada há três anos, o engenheiro e pesquisador Sérgio Aranha, que em 2010 encabeçou um projeto de implantação de um Centro Cultural da Laranja, lamentava o abandono do espaço. “Sem o passado a gente não sabe balizar o futuro. Infelizmente é assim que destratam a história de Sorocaba. Lá carrega o ‘carma da laranja’”, dizia, naquele momento.

Comentários