Sorocaba e Região

Ambulantes continuam na região central de Sorocaba

Prefeitura diz que fiscaliza e Acso pede trabalho de inteligência
Vendem de frutas e outros alimentos até meias e camisetas. Crédito da foto: Divulgação.

A ação de ambulantes tem sido cena frequente em vários pontos de Sorocaba, em especial na área central da cidade. O trabalho informal, muitas vezes em função do desemprego, ocorre em áreas de grande circulação de pessoas, como próximo de terminais urbanos e corredores comerciais, na frente de estabelecimentos comerciais devidamente legalizado, causando até mesmo concorrência.

A reportagem do Cruzeiro do Sul circulou em alguns pontos da região central na sexta-feira (13). Os ambulantes podem ser observados na Barão do Rio Branco e bulevar Dr. Braguinha. A situação se repete ainda nas ruas Álvaro Soares e Luiz Ferraz de Sampaio Junior, um dos acessos ao Terminal Santo Antônio.

Nos locais, é possível adquirir vários itens, que vão desde produtos alimentícios, como frutas e legumes, até vestuário, como meias e camisetas. Há ambulantes que se dedicam a vender utilidades domésticas, como bacias e cortadores de legumes. Outros vendem antenas para TV e acessórios para celulares, como capas, fones de ouvidos, carregadores e suportes para veículos.

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Prefeitura de Sorocaba

Conforme a Divisão de Posturas Mobiliárias e Imobiliárias da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), a fiscalização na área central da cidade acontece de segunda a sábado visando inibir a comercialização ilegal de mercadorias.

A atividade acontece em atendimento à lei municipal número 10.985 de 2014, que dispõe sobre as regras para comercialização de alimentos em vias e áreas públicas. “Diante disso, o setor de fiscalização apreende a mercadoria e é lavrado, na sequência, o auto de infração”, diz.

Conforme o órgão, de janeiro até ontem foram realizadas nove apreensões de mercadorias e lavrados seis autos de infração. O valor da multa de venda de ambulante é de R$ 417,44. Vale frisar que na tarde de ontem, entre 6h e 17h45, tempo em que a reportagem circulou pela área central, apenas dois guardas municipais foram avistados na praça Coronel Fernando Prestes.

Trabalho de inteligência

O presidente da Associação Comercial de Sorocaba (Asco), Sérgio Reze, defendeu ontem a necessidade de um trabalho de inteligência para coibir a ação dos ambulantes. “Isso é um trabalho de inteligência policial. Não adianta reprimir, bater e tomar a mercadoria do cidadão que está vendendo. Quando pegar o fornecedor é que vai resolver o problema”, avalia.

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“Você vê uma pessoa vendendo pano. Dê onde vem esse pano? Via de regra, esse cara não tem uma fábrica de pano”, exemplifica. “Quem é a empresa, quem é o grupo que está por trás disso?”, questiona. “Precisa saber quem fornece”, ressalta, destacando que o problema já é antigo em Sorocaba. (Da Redação)

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