Sorocaba e Região

Vídeo mostra viatura da Urbes estacionada em cima de faixa zebrada

Para especialista em trânsito, equipe de fiscalização não cometeu irregularidade
Foto: Reprodução / Facebook

Um munícipe de Sorocaba filmou um veículo da Urbes – Trânsito e Transportes estacionado sobre uma faixa zebrada na rua Visconde do Rio Branco, altura do número 27, de frente para a Delegacia Seccional.  Na filmagem, recebida nesta manhã pelo Cruzeiro do Sul, o carro aparece parado pouco antes do espaço das vagas rápidas, cuja possibilidade é de permanecer por 15 minutos com o pisca alerta ligado.

No vídeo, o cidadão diz, ironicamente, que “está meio sem espaço para ele parar aqui”, observando que não há nenhum automóvel estacionado nas vagas rápidas. Enquanto a filmagem é feita, um caminhão faz menção a dar entrada na via. “O caminhão não pode virar por causa dele. Ele está parado em lugar errado, não tem ninguém na frente dele”, critica o munícipe. Um dos agentes da Urbes, então, mostra-se incomodado com a gravação. “O senhor leia o código de trânsito. E se aparecer meu rosto na filmagem eu te processo”, afirma.

À rádio Cruzeiro FM 92,3, o especialista em trânsito e colunista de Mobilidade Urbana, Renato Campestrini, citou que a situação é permitida legalmente pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “De acordo com o CTB, em atendimento na via, a viatura de fiscalização goza de livre parada e estacionamento na via, com o dispositivo luminoso acionado. E estava”, explica. “Ao que parece, os agentes estavam a realizar algum tipo de trabalho no local, havia motocicleta inclusive do outro lado da General Carneiro.

Ele ainda complementa: “Quando tal situação não existe, deve sempre dar o exemplo. Lá, no Código de Trânsito Brasileiro, há um inciso do artigo 24 que diz: Cumprir e fazer cumprir a legislação e as normas de trânsito. Ou seja, cumprir para fazer cumprir. Portanto, quando existe a prerrogativa de livre parada e estacionamento, que o faça, quando não, dê o exemplo. Sendo assim, dentro dessas premissas, não visualizo irregularidade no ato”.

A reportagem perguntou se a Urbes – Trânsito e Transportes gostaria de se manifestar sobre o caso, mas ainda não obteve retorno.

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