Sorocaba e Região

Obras do BRT afetam as ciclovias em Sorocaba

Prefeitura diz que na avenida Itavuvu serão feitas adequações onde haverá estações e terminais
Obras do BRT afetam as ciclovias
Na avenida Itavuvu a ciclovia foi danificada em alguns pontos para a realização das obras relativas ao sistema BRT. Crédito da foto: Fábio Rogério

O Consórcio BRT Sorocaba terá de fazer adequações nas ciclovias onde serão implantadas as estações e terminais do BRT. A informação foi passada pela Prefeitura ao ser questionada pela reportagem sobre um trecho em que, diante do início das obras na avenida Itavuvu, a ciclovia foi quebrada, na altura do número 2.887. Demais pontos a serem adequados futuramente, no entanto, ainda não foram informados pelo município.

O Cruzeiro do Sul esteve no trecho da Itavuvu na semana passada. A grande quantidade de terra e alguns desníveis dificultavam a vida de quem tivesse a intenção de passar por ali de bicicleta. Sobre aquela área em específico, a Prefeitura informou, sem dar previsão, que será feita a revitalização “tão logo os trabalhos de análise de solo sejam finalizados”.

No estudo aprofundado do BRT, datado de janeiro de 2015, consta que “a concessionária é responsável para a construção e as readequações necessárias das ciclovias nos corredores BRT e nos corredores estruturais dentro da área de influência das Estações BRT/Estações de Integração e dentro da área de influência dos pontos de parada”. É descrito, também, que “deverá haver um planejamento adequado da integração da ciclovia com as estações, onde deverão ser criados paraciclos nas Estações BRT, Estações de Integração e paraciclos ou bicicletários nos Terminais BRT, para o estacionamento de bicicletas, sempre garantindo o pleno atendimento da demanda esperada no local”.

Obras do BRT afetam as ciclovias
Na avenida Dom Aguirre, pista apresenta buracos. Crédito da foto: Fábio Rogério

Ainda conforme o estudo, nos trechos de canteiro central em que serão instaladas futuramente as estações, as ciclovias terão de ser desviadas e redefinidas. “A ciclovia no trecho da estação também conta com rampas suaves que a elevam para a cota do nível da plataforma, oferecendo uma harmonização de planos e uma condição natural de redução de velocidade”, prevê. “Se não houver espaço para a acomodação da ciclovia junto às estações, excepcionalmente, ela deverá ser desviada para o passeio adjacente no trecho”, aponta o documento.

Em outra parte do projeto, destaca-se a necessidade de haver o chamado “pavimento rígido” (de maior durabilidade e resistência) para as ciclovias readequadas, conforme já é utilizado hoje nas demais. Trata-se, segundo a descrição, de uma superfície de rolamento regular, impermeável, antiderrapante e visualmente diferenciada do passeio de pedestres, que favorece a drenagem e evita a degradação precoce.

Ciclistas gostam de pedalar em Sorocaba

Em outros trechos de ciclovias em Sorocaba, sobretudo nas avenidas Fernando Stecca, Ulysses Guimarães e Dom Aguirre, percorridos pelo Cruzeiro do Sul, foi possível observar rachaduras, desníveis e pintura deteriorada. A Prefeitura, porém, não respondeu ao questionamento sobre a possibilidade de encabeçar um projeto de revitalização da malha cicloviária. Apesar dos problemas pontuais, a avaliação de algumas pessoas ouvidas, que utilizam bicicletas pela cidade, foi positiva.

Obras do BRT afetam as ciclovias
Casal Aparecido e Rosemary acha ciclovias “fantásticas”. Crédito da foto: Fábio Rogério

O casal Aparecido Joaquim Mendes, 49 anos, e Rosemary França Gonsalez, 48, conhecidos como “Casal 20” nas redes sociais, está sempre pedalando pelas ciclovias de Sorocaba. Nas palavras deles, a malha cicloviária da cidade, que conta com 126 quilômetros, “é fantástica”. “É claro que nada vai ser perfeito, ainda mais se tratando de 126 quilômetros, mas só de estimular as pessoas a andarem de bike e de nos livrar de ter que andar no asfalto, está ótimo”, citaram.

Obras do BRT afetam as ciclovias
Vicente: “ciclovias são boas”. Crédito da foto: Fábio Rogério

O aposentado Vicente Marques Florêncio, 68 anos, também demonstrou satisfação com o que é oferecido aos ciclistas. “As ciclovias são boas e percebi que em alguns pontos estão até arrumando. É lógico que não é 100%, mas está razoável”, disse. A única crítica feita por ele tem relação com o que chamou de falta de consciência dos pedestres. “Tem alguns pedestres que ficam andando onde fica a ciclovia e aí é perigoso. Às vezes, estão levando cães na coleira, e aí complica mais ainda”, afirmou.

A reportagem também questionou a Prefeitura a respeito de uma possível expansão dos atuais 126 quilômetros de ciclovias. “Sim, o Plano Diretor de Mobilidade contempla estudos de ampliação da malha cicloviária. Isso está em fase de avaliação de recursos”, informou.

Comentários

Sobre o Autor

Esdras Pereira