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Instituto Magnus doa 12 cães-guias em 2019

13 de Dezembro de 2019 às 19:15

Zuma olhando para a câmera com a língua de fora. A labradora Zuma, ainda filhote, olhando para a câmera com a língua de fora. Crédito da foto: Erick Pinheiro

O último mês de 2019 chegou e, com ele, as retrospectivas de tudo o que aconteceu ao longo do ano são um dos assuntos mais vistos na internet e redes sociais. E, conforme pede a tradição, a reportagem de dezembro irá trazer os momentos mais importantes abordados nesta série.

A primeira reportagem produzida foi pensada para introduzir o assunto cão-guia e como o Instituto Magnus atua neste seguimento. Em março deste ano, a reportagem “Instituto capacita filhotes para o treinamento de cães-guias” apresentou Zuma, Senna e Olívia, todos eles passando pelo processo de formação para se tornarem os olhos de uma pessoa com deficiência visual.

O trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Instituto, desde 2015, colabora para que o número de cães-guias seja cada dia maior, em relação ao número de pessoas com deficiência visual no País - cerca de 7 milhões. A quantidade, atualmente, gira em torno de 200 cães em todo o Brasil, o que enfatiza a necessidade de continuar com este trabalho.

Zuma era a mais nova da turma acompanhada durante a série cão-guia. A labradora preta virou notícia quando tinha apenas três meses de vida. Ela está sendo socializada por Sidinéia Venancio dos Santos, a responsável na família socializadora pela filhote.

Zuma se diverte no quintal da casa da socializadora Sidinéia. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Na primeira reportagem, o futuro cão-guia Senna também foi devidamente apresentado. Vera Lúcia de Arruda Oliveira foi a responsável pela socialização do labrador de pelagem bege. Ao lado da dona de casa, Senna pode conhecer diversos ambientes e pessoas, proporcionando muitas experiências ao futuro cão-guia.

Como de costume, Olívia, que já estava passando pelo treinamento para se tornar cão-guia no Instituto, também foi assunto na reportagem. Depois de ser socializada por Amanda Fabiana de Albuquerque Goes, Olívia passou a atender os comandos do instrutor de cão-guia George Thomas Harrison, que cuidou de treiná-la para ser um cão-guia.

No mês seguinte, em abril, conhecemos a história da cão-guia já formada Baduska, que atua ao lado do tutor Murilo Henrique Delgado Mariano. A reportagem acompanhou a rotina da dupla, que é mantida junto da família de Murilo, a esposa Jady Oliveira de Lima, que é uma pessoa com deficiência visual, e Emanuele, filha do casal de quatro anos, que não possui deficiência visual.

Murilo está parado em uma guia olhando para o horizonte com o uniforme do Instituto Magnus e uma mochila nas costas e Baduska está sentada em seus pés, olhando para o lado com o equipamento de guiar. Eles estão num estacionamento e há carros e moto próximos, além de árvores ao fundo. Crédito da foto: Erick Pinheiro

No mesmo mês, Senna conheceu diversos locais durante a socialização com Vera, como, por exemplo, o Lar São Vicente de Paula, uma casa de repouso para idosos. Lá, ele teve o contato com idosos, inclusive acamados, e pode levar um pouco de carinho aqueles que precisavam. Zuma também conheceu um supermercado da cidade, onde acompanhou a socializadora Sidinéia nas compras.

Vera Lúcia sorrindo e está em pé em um corredor do Lar São Vicente de Paulo junto com Senna, vestindo seu colete de cão-guia em socialização e a coleira GL, que recebe carinhos de um casal sorridente, possivelmente enfermeiros, que vestem roupas brancas e jaleco do Lar. Crédito da foto: Erick Pinheiro

Em maio, a reportagem foi direcionada para apresentar o trabalho feito pelo labrador Charlie. A parceria mais que certeira ocorreu com o Emerson Neves, morador de Itu e mantém uma rotina para lá de agitada.

Além de paratleta, o tutor também faz faculdade, trabalha como consultor e precisa abrir um espacinho na agenda para a academia e os treinos de natação. Tudo isso, claro, na companhia do gigante Charlie.

Charlie e o tutor, Emerson Neves, sentados em uma escada na beira da piscina do Complexo Aquático de Itu. Crédito da Foto: Erick Pinheiro

No mês seguinte, em junho, a reportagem mostrou o Instituto Magnus. Cada cantinho do local é pensado para que a formação do cão-guia, desde o seu nascimento até a entrega para a pessoa com deficiência visual, ocorra com excelência e bem-estar do cão. Localizado em Salto de Pirapora, o Instituto possui diversos espaços, como a maternidade, o canil, o hotel e até um memorial.

Em julho apresentamos a história do Chicó, cão formado pelo Instituto Magnus que trabalha guiando o Carlos Eduardo, funcionário de uma empresa de tecnologia em Campinas. O trabalho adaptado do programador é feito com o auxílio de fones de ouvido. O aparelho garante audiodescrição do conteúdo que é projetado na tela do computador.

Carlos e Chicó estão caminhando pela área externa da empresa, em uma calçada de concreto e parede de tijolos à vista ao fundo. Carlos está vestindo calça jeans, jaqueta de couro preta, sapatos pretos e seu crachá no pescoço. Ele segura o equipamento do cão-guia Chicó com sua mão esquerda. Carlos trabalha em um centro de pesquisa em Campinas. Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

O assunto “apego” foi o tema da reportagem de agosto, que explicitou a questão em relação as pessoas interessadas em se tornarem socializadoras ou as que já foram socializadoras e como lidaram com essa questão.

Em setembro, depois de passar por todos os processos de formação de um cão-guia, a labradora Olívia ganhou um tutor. Ela está guiando Gabriel Vicalvi e, juntos, os dois mantêm uma rotina de muito carinho e cumplicidade.

Gabriel e Olívia estão de costas para a lente da câmera, caminhando em uma rua de São Paulo. Olívia está com seu equipamento de cão-guia, ao lado esquerdo de Gabriel, que veste bermuda jeans, camisa verde, tênis escuros e mochila nas costas. Ao redor há paredes pichadas, árvores, fios de postes e uma rua asfaltada. Gabriel caminhando com Olívia em São Paulo. Crédito: Arquivo Pessoal

A questão das legislações que regulamentam o acesso de um cão-guia, seja em socialização ou já formado, foi o tema de outubro. A lei federal nº 11.126, estabelecida em 27 de junho de 2005, regulamenta a permanência do cão-guia em qualquer ambiente de uso público ou privado de uso coletivo.

As reportagens evidenciaram, ao longo dos meses, a importância do trabalho da socialização. Porém, muitos não podem contribuir com a causa cão-guia desta maneira. E foi justamente este o tema da matéria de novembro: outras maneiras de contribuir com o Instituto Magnus. A divulgação é uma delas, assim como o programa de voluntariado existente no Instituto.

O ano para o Instituto

Assim como o balanço apresentado acima, o ano para o Instituto foi de muitas conquistas. Ao todo, foram entregues 12 cães-guias para pessoas com deficiência visual, em diferentes localidades do País. Confira abaixo os cães entregues e as cidades onde eles estão trabalhando:

  • Ema - São Paulo
  • Etna - São Paulo
  • Elis - São Paulo
  • Jade - Rio de Janeiro (Niterói)
  • Johnny - São Paulo
  • Flor - São Paulo
  • Xarife - Londrina
  • Marvin - Itapetininga
  • Olívia - São Paulo
  • Paris - São Paulo
  • Popeye - Santo André (ABC Paulista)
  • Queen - São Paulo

De acordo com o gerente geral do Instituto Magnus, Thiago Pereira, este ano o Instituto conseguiu alcançar os principais objetivos, como o citado acima, referente ao número de cães-guias entregues.

“Entregamos os cães com excelência. Também tivemos um papel muito importante na sociedade, em relação ao aumento no envolvimento e interação das pessoas com o Instituto”, explica.

Entre as atividades desenvolvidas estão as visitas monitoradas à sede do Instituto Magnus, em Salto de Pirapora, assim como a participação da equipe do Instituto em eventos e palestras em diferentes locais, como empresas e instituições de ensino.

A imagem retrata uma visita escolar ao Instituto Magnus. Em uma fila guiada por uma professora uniformizada de azul escuro, 15 crianças com cerca de seis anos de idade, caminham pela calçada da instituição, que possui piso tátil, inclusive, algumas delas seguram os ombros das que estão à frente. Ao fundo está a estrutura externa do Instituto Magnus: paredes com tijolos à vista, paredes amarelas, palmeiras, árvores, paisagem verde ao fundo e céu azul. Crianças em uma fila durante visita no Instituto Magnus. Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

Thiago destaca ainda que o saldo positivo também ocorreu no número de famílias socializadoras, que registrou 42 famílias socializando cães este ano. “Esses voluntários têm um papel fundamental para o desenvolvimento da causa”, comentou o gerente, sobre o número que aumento significativamente em relação a 2018, quando houve oito famílias socializadoras.

Com esse crescimento, não é apenas o número de cães a serem treinados que também aumentam. As pessoas que tiveram contato com esse cachorro e com essa família serão informadas sobre a causa, divulgando ainda mais o trabalho realizado pelo Instituto.

Consecutivamente, o número de pessoas com deficiência visual com vontade de ter um cão-guia também cresceu, com interessados de várias partes do Brasil. “Fazemos tudo isso pensando na excelência dos treinamentos e no bem-estar dos cães. Mais importante que a quantidade é a qualidade do trabalho”, completou Thiago.

A jornada de Senna, Zuma e Olívia

instituto magnus Senna está sendo treinado para se tornar cão-guia pelo aprendiz de instrutor Gustavo Ferraz. Senna aparece na foto lambendo o rosto do instrutor, que está de óculos escuros e segura a cabeça do labrador, sentado, no Instituto Magnus.  Crédito da foto: Emídio Marques/Jornal Cruzeiro do Sul

O filhote de pelagem clara Senna está no Instituto Magnus desde agosto, onde está passando pelo treinamento para se tornar, finalmente, um cão-guia. Sob os cuidados do aprendiz de instrutor, Gustavo Ferraz, Senna deve se formar em fevereiro de 2020.

Zuma está em socialização com a responsável da família socializadora Sidinéia Venâncio, moradora de Sorocaba. Logo após a formatura da turma de Senna, Zuma será treinada em fevereiro, pelo instrutor de cão-guia George Thomas Harrison.

Olívia faz parte dos 12 cães-guias entregues este ano. Já formada, ela segue trabalhando, desde setembro deste ano, em São Paulo, sob a tutela de Gabriel Vicalvi, que atua em um banco de Capital paulista.