Editorial

Luz no fim do túnel

Até a noite desta terça-feira (19), tínhamos 271.628 casos confirmados, com 17.971 óbitos também, confirmados

O avanço do novo coronavírus em todas as regiões do planeta tem monopolizado o noticiário de todos os meios de comunicação e é, sem dúvida, o assunto mais comentado nas redes sociais.

Já são quase 5 milhões de casos confirmados e até a última segunda-feira 316 mil mortes.

Diante dessa trágica realidade, não chega a surpreender a reação mundial à notícia de que a empresa de biotecnologia Moderna, dos Estados Unidos, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, anunciou testes preliminares positivos para uma vacina em ensaios clínicos que começaram no mês de março.

A empresa já anuncia testes em larga escala para a vacina, os quais começam em julho.

A segunda fase vai envolver 600 pessoas e já foi autorizada pela Food and Drug Administration (FDA), órgão que equivale à Anvisa no Brasil.

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A fase inicial de testes mostrou que, embora em estágio inicial, a vacina desenvolvida produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada pela infecção natural.

É tudo que os pesquisadores queriam ouvir, daí a onda de otimismo com reflexos na economia mundial.

Mas somente estudos mais avançados, de maior duração, poderão determinar se a imunização poderá impedir a doença. Mas que foi um grande passo, ninguém duvida.

A notícia da área científica foi suficiente para refletir positivamente nas mais importantes bolsas de valores, desencadeando uma onda de otimismo generalizado.

Desde que o novo coronavírus foi identificado e percebeu-se seu potencial destrutivo, cientistas de vários países passaram a se dedicar a seu estudo, na tentativa de chegar a uma vacina.

Um grande número de universidades e laboratórios de empresas também estão pesquisando para criar algo que possa imunizar a população.

Também há uma corrida para se descobrir um remédio apropriado para o tratamento da Covid-19.

Ou seja, pesquisadores correm contra o tempo para poder vencer o vírus que afeta toda a humanidade.

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No Brasil, o número de doentes aumenta a cada dia, assim como número de mortos.

Até a noite desta terça-feira (19), tínhamos 271.628 casos confirmados, com 17.971 óbitos também, confirmados.

Tivemos no País, até agora, pouco mais de 100 mil pessoas recuperadas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Um estudo elaborado pelos pesquisadores da Coppe/UFRJ, da Marinha do Brasil e da Universidade de Bordeaux, na França, a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, revela que o pico da pandemia de Covid-19 deve ocorrer nesta semana no Brasil, de acordo com um modelo matemático especialmente desenvolvido.

O mesmo modelo indica que o número de registros deve começar a se estabilizar no final de julho, quando alcançar 370 mil infectados, um número que pode chegar a 1 milhão, considerando-se casos não reportados.

Todo o levantamento tem por base o estado atual de isolamento social — que nunca atingiu a meta ideal de 70% — além de medidas de higiene e capacidade de testagem.

Os pesquisadores chegaram à conclusão de que, se tudo continuar como está, sem grandes surpresas, o chamado platô deverá ser alcançado em um mês, aproximadamente.

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Como é provável que as medidas de isolamento sejam relaxadas daqui em diante, apesar dos esforços dos governos locais, e aumente o número de testes, a estabilização da doença poderá ser empurrada um pouco mais para a frente.

Num último esforço e sem ter de apelar para o lockdown, pelo qual o isolamento é forçado, prefeituras e governos estaduais têm aumentado a pressão para que o isolamento melhore nas próximas semanas.

A Prefeitura de São Paulo está anunciando que vai antecipar feriados municipais.

O governo paulista informa que gostaria de antecipar o feriado de 9 de julho, ou seja, uma mobilização para melhorar os índices de isolamento antes do início da flexibilização.

A retomada da economia precisa ser bem planejada para as próximas semanas.

Na nossa região, está sendo elaborado um plano para 48 municípios atendidos pelo Departamento Regional de Saúde de Sorocaba (DRS-16) que prevê a abertura do comércio de maneira setorizada e em fases, liberando primeiro o setor varejista com bares e restaurantes na sequência.

É fundamental, portanto, quando há uma luz no fim do túnel, que as recomendações das autoridades de saúde sejam levadas a sério; um esforço importante na luta contra o coronavírus.

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