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Editorial

Questão de segurança

Infelizmente, tornaram-se comuns essas ações em escolas municipais. Faltam equipamentos de segurança

Sorocaba teve uma boa notícia na semana encerrada ontem. Os crimes na cidade e em toda a 4ª Região Administrativa tiveram redução no primeiro semestre deste ano em comparação com igual período do ano passado. Longe de significar alívio aos sorocabanos, mostra que há uma busca das polícias, particularmente a Polícia Militar, no sentido de combater preventivamente a criminalidade. São vários os programas em que a comunidade é envolvida, especialmente nos bairros, para as questões de segurança pública. O Vizinhança Solidária, da PM, é um deles e envolve a comunidade dos bairros para auxiliar na própria segurança dos moradores. Esse programa começou em ruas do Wanel Ville e hoje está em diferentes regiões de Sorocaba.

As estatísticas apresentadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública indicaram que a cidade registrou menos homicídios na relação de um ano a outro, comparando os primeiros semestres. Nos seis primeiros meses de 2018 foram 28 e no primeiro semestre de 2019 o número caiu para 17, ou seja, onze a menos. Roubos de veículos (quando o dono está com o veículo) tiveram queda, passando de 233 registros no período de seis meses de 2018 para 197 de janeiro a junho deste ano. Já os furtos de veículos caíram de 885 para 707, no mesmo período da comparação.

Também na Região Administrativa de Sorocaba houve redução dos homicídios, latrocínios e roubos e furtos em todas as modalidades. O estupro foi o crime que não teve redução e sim aumento, isso tanto na região como em Sorocaba, o que não deixa de ser uma preocupação.

A par disso, em Sorocaba, o Centro de Educação Infantil (CEI) Doutora Maura Roberti, no Jardim Nova Ipanema, foi alvo de furtos quatro vezes no período de uma semana. No último caso, na sexta-feira durante a madrugada, ladrões levaram alimentos, utensílios de cozinha e um aparelho de DVD. A unidade escolar atende 169 crianças, segundo informações da Prefeitura de Sorocaba. Por mais que não haja a suspensão das aulas, os alunos ficam sabendo dessas invasões, que se tornam corriqueiras. Outra unidade invadida na mesma semana foi o CEI Áurea Paixão Rolim, no Jardim São Guilherme. A escola, que tem 238 alunos matriculados, registrou o furto de uma televisão, mas toda a unidade foi revirada.

Infelizmente, tornaram-se comuns essas ações em escolas municipais. Faltam equipamentos de segurança, principalmente o videomonitoramento. Mas além disso, a situação exige a necessidade de um maior acompanhamento social por parte do poder público e não só da polícia ou da Guarda Civil Municipal (GCM). Mesmo fazendo rondas nas regiões onde as unidades escolares estão sendo alvo de furtos ou ações de vândalos continuam ocorrendo. E é a sociedade a mais prejudicada. Os prédios escolares são da comunidade e para a comunidade usufruir com a oferta de ensino às crianças, estas sim são as que mais sofrem em qualquer ação de bandidos ou vândalos nesses tipos de prédios. Deixam de ter o ensino num ambiente sadio, alegre e dotado da leveza que é necessária, em razão do clima de preocupação que se instala após um furto. Principalmente porque a comunidade escolar encontra o espaço revirado e com a falta de equipamentos usados nas aulas ou mesmo na merenda.

As ações exigidas do poder público são a de conscientização, por meio de projetos sociais, de que os prédios são construídos para o uso da comunidade e precisam ser preservados. Em Sorocaba, diversos projetos sociais comunitários fazem exatamente isso, tirando das ruas crianças e adolescentes e oferecendo a eles o ensino de uma prática esportiva, bem como leitura, teatro, música. Os bairros carecem dessas ações sociais levadas pela Prefeitura para que juntas com as das comunidades e as da polícia os sorocabanos possam não só perceber a redução dos crimes, como também ter ampliada a sensação de segurança.

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