Brasil a um passo de gerar 2 milhões de novos empregos
O Brasil teve um saldo positivo de 278.639 vagas em agosto. No acumulado do ano, foi gerado 1,853 milhão de vagas
Setembro terminou com mais uma boa notícia para a economia e para milhões de famílias. O desemprego voltou a cair em todo o País. Os setores de comércio e de serviços, mais uma vez, lideraram a abertura de novas vagas. A indústria também surpreendeu.
Esse cenário, de geração de empregos, já podia ser confirmado pelos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Sorocaba, por exemplo, registrou saldo positivo de emprego formal pelo oitavo mês seguido. Pelo levantamento encerrado no mês de agosto, foram criadas, na cidade, mais 1.605 vagas de trabalho. Esse foi o terceiro melhor mês do ano e supera em quase 80% os dados de julho. Só em agosto, Sorocaba registrou a contratação de 11.498 trabalhadores. No mesmo período, foram desligados 9.893.
Esses números são explicados pela constante chegada de novos empreendimentos, de todos os portes e setores, à cidade. É esse movimento que gera não só novas vagas, mas salários melhores para quem é convidado a mudar de posto de trabalho.
De acordo com o último relatório do Caged, em agosto, o setor de serviços em Sorocaba foi o que teve o maior saldo positivo. Foram mais 975 vagas de emprego com carteira assinada. Em segundo lugar, ficou o comércio com 502 novos postos de trabalho formal. Já a indústria gerou 129 novas oportunidades. Só a construção civil e a agropecuária mantiveram-se estáveis, com um pequeno saldo negativo de três vagas somando as duas atividades.
Para a Associação Comercial de Sorocaba (Acso), o comércio local e as pequenas empresas vivem um período de reaquecimento, ajudando a gerar novos postos de trabalho na cidade. “Reunidos, os pequenos empreendedores têm essa enorme capacidade de absorver a mão de obra, preenchendo postos de trabalho e permitindo que mais famílias possam fazer a economia girar”, explica o presidente da entidade, Hygor Duarte.
Voltando para o Brasil como um todo, a taxa de desemprego caiu para 8,9% com a redução de 0,9 ponto percentual registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior, terminado em maio.
Esse percentual é o menor patamar registrado no País desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando atingiu 8,7%. Temos, agora, um contingente de pessoas ocupadas na casa de 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O percentual de pessoas ocupadas em idade de trabalhar, que representa o nível de ocupação, foi estimado em 57,1%. O resultado significa avanço em relação ao trimestre anterior. Naquele período, o nível de ocupação ficou em 56,4%.
Para a coordenadora da Pnad, Adriana Beringuy, o mercado de trabalho mostra recuperação. “O mercado de trabalho segue a tendência demonstrada no mês passado, continuando o fluxo que ocorre ao longo do ano, de recuperação”, diz a pesquisadora.
De acordo com a pesquisa, três atividades contribuíram para o recuo do desemprego em agosto com aumento da ocupação: o setor de comércio, o de reparação de veículos automotores e de motocicletas.
Já, conforme o Caged, o Brasil todo teve um saldo positivo de 278.639 vagas no mês de agosto. No acumulado do ano, foi gerado 1,853 milhão de vagas novas.
Por outro lado, o número de trabalhadores desocupados está agora em 9,7 milhões de pessoas, o menor nível desde novembro de 2015. O total de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado, sem contar os trabalhadores domésticos, subiu 1,1% e atingiu 36 milhões.
O Brasil vai bem. Só não vê quem não quer. Uma recuperação tão expressiva, depois de dois anos de pandemia, merece ser comemorada. O País é forte demais para abater-se com crises pontuais. A resiliência de nossa economia, uma das maiores do mundo, não pode ser menosprezada. O futuro é promissor, só não é hora de errar e colocar tudo a perder.