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Editorial

Boas vitórias na guerra contra a Covid

Com 70,96% da população totalmente vacinada contra o coronavírus, o Estado de SP é o primeiro do Brasil a superar esse patamar

11 de Novembro de 2021 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
(Crédito: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil)

Local da aplicação da primeira vacina contra a Covid ocorrida no Brasil -- em 17 de janeiro deste ano --, São Paulo acaba de atingir mais um marco relevante no combate à pandemia. Com 70,96% de toda a população totalmente vacinada, o Estado é o primeiro do Brasil a superar esse patamar. O segundo com a melhor cobertura é o Mato Grosso do Sul, com 65,29%. Em seguida, está o Rio Grande do Sul, com 62,43%. No Brasil, este índice é de 56,52% da população -- mais de 120 milhões de brasileiros estão com o ciclo vacinal completo.

Considerando apenas as pessoas acima de 18 anos, o índice do Estado de São Paulo é ainda melhor: a taxa sobe para 90,11% da população adulta totalmente vacinada. O porcentual representa 32,8 milhões de pessoas que tomaram as duas doses da vacina ou o imunizante de dose única.

O melhor de tudo é que essas marcas vêm na esteira de outras boas notícias no enfrentamento da doença. Na última segunda-feira (8), por exemplo, pela primeira vez o Estado de São Paulo não registrou nenhuma morte por Covid-19. É importante ressaltar que os novos registros não significam, necessariamente, que não ocorreram mortes naquela data, mas que nenhuma foi computada no sistema oficial. Habitualmente, as notificações são menores às segundas-feiras, finais de semana e feriados, por conta do atraso na contabilização, já que muitos municípios não fazem registros no sistema aos domingos. Mesmo assim, é um feito e tanto.

Outra boa notícia vem dos medicamentos. Na sexta (5), a farmacêutica Pfizer anunciou que testes clínicos com sua pílula experimental contra a doença mostraram alta efetividade. Chamado Paxlovid, o remédio conseguiu baixar em 89% o risco de hospitalização ou morte entre pacientes adultos com Covid-19 e alto risco de desenvolver formas graves da doença. Nos testes, 389 pacientes infectados receberam a pílula em até três dias após o aparecimento dos sintomas. Desse total, apenas três foram hospitalizados em até 28 dias após o início do estudo, e nenhum morreu. Os testes também envolveram 385 pacientes que não receberam o comprimido, dos quais 27 foram hospitalizados e sete morreram. O tratamento foi administrado também a um total de 607 pacientes em até cinco dias após o início dos sintomas. Nesse caso, seis foram hospitalizados, e nenhum morreu. Outros 612 infectados não receberam o medicamento. Desses, 41 foram internados e dez morreram. Nenhum dos participantes do estudo havia sido vacinado contra a Covid. Agora, a Pfizer irá apresentar à agência reguladora americana Food And Drug Administration (FDA) os resultados dos testes, como parte do procedimento para obter autorização de uso nos EUA. Isso deve se estender a outros países.

Três dias depois, outra farmacêutica, a Regeneron, informou que seu coquetel de anticorpos desenvolvido para prevenir infecções por Covid é capaz de oferecer forte proteção por até oito meses, reduzindo o risco de contrair a doença em 81,6%. Segundo a farmacêutica, os dados mostram que a droga, chamada Regen-Cov, pode fornecer imunidade temporária de longa duração contra o coronavírus, o que poderia torná-la uma opção atraente para pessoas que não respondem às vacinas porque têm sistema imunológico debilitado.

Diante de todas essas boas notícias, o governo de São Paulo estuda o fim da obrigatoriedade do uso da máscara em ambientes externos no início de dezembro. Mas, para que isso aconteça, é necessário que os indicadores epidemiológicos sigam caindo na velocidade atual. Além da imunização, o relaxamento da medida depende da manutenção de tendência de queda de casos, internações e mortes.

Apesar do cenário promissor, é sempre bom lembrar que em outras partes do mundo, principalmente na Rússia e alguns países da Europa, a pandemia voltou a assustar. Portanto, a população precisa seguir cumprindo o calendário vacinal e os cuidados sanitários. Já vencemos diversas batalhas contra a Covid, mas a guerra ainda não está ganha.