Do leitor

Rodovia Raposo Tavares e o Trevo da Vida

Antes tarde do que nunca, o Ministério Público quer uma solução imediata ao problema

Pela primeira vez o jornal trouxe a palavra coerente e a posição lógica de um cidadão (não político) sobre a nossa crítica rodovia Raposo Tavares, principalmente no fatídico trecho, próximo ao Trevo da Vida, anteriormente Trevo da Morte.

Embora tardiamente, mas antes tarde do que nunca, o Ministério Público local queira buscar um enfrentamento da questão, que é gravíssima, o que falta é uma solução imediata.

Como bem colocou, e com precisão incontestável e irretocável, o ilustre Cel PM Luís Carlos de Oliveira, com seu conhecimento ímpar, no Cruzeiro do Sul de hoje (19), essa rodovia existe, foi mal planejada, mal construída, mal duplicada e, principalmente, sem ter definida uma velocidade adequada as suas condições físicas.

Realmente, muitas rodovias estaduais e até federais, no nosso Estado, mesmo com condições ideais e modernas, têm suas velocidades sempre abaixo ou até 100 km/h (ex. Anel Mario Covas, BR 116), principalmente respeitando os trechos urbanos.

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Por que isso não é exigido para o trecho urbano da rodovia Raposo Tavares, no nosso município (110 km/h)? Normalmente, a velocidade sempre deve ser menor, nos trechos urbanos das rodovias, mas aqui é diferente, que sequer respeita a velocidade disciplinada para outros trechos da própria rodovia Raposo Tavares (100 km/h).

Embora a Artesp entenda que o trecho em questão está adequado às normas e à velocidade sem perigo, com todo respeito, isso é inaceitável, uma vez que os fatos demonstram ao contrário e basta posicionar-se nos pontos mais altos, como o viaduto do Campolim ou mesmo a ponte da rua Venezuela, para observar o excesso de curvas, e sinuosidades e declives excessivos, de tal sorte que nenhum radar ou outros novos radares, como disse o deputado Lippi, resolvam a questão, mas sim a implantação de velocidade menor para todo esse trecho.

Há muitos anos atrás, quando já tínhamos número elevado de acidentes e mortes no mesmo trecho, quando o Dr Lippi era prefeito de Sorocaba, a cidade sediou o encontro e a divulgação do projeto de modernização e de duplicação de trechos da rodovia Raposo Tavares, que contemplava outros municípios da região e não Sorocaba e, nessa ocasião, estava o gov. Alckmin.

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Nessa oportunidade, como cidadão preocupado com essa grave situação, dirigi-me pessoalmente ao governador, que estava com o prefeito Lippi e o superintendente do DER/SP, Clodoaldo Pelissioni, quando solicitei ao mesmo que determinasse a redução imediata da velocidade nesse trecho, indicando as causas e as mortes que vinham ocorrendo, e ele, com a costumeira educação e respeito, orientou que tratasse com o esse superintendente que o acompanhava, entretanto, este pouco se interessou pelo exposto, como se fosse algo rotineiro e de nenhum interesse prático, como, também, nada fez para mudar.

Por isso, com toda razão o Cel PM Luís Carlos, digno e interessado cidadão, pois, diante do quadro, somente a redução da velocidade colocaria fim a essas tragédias, quase diárias, nesse trecho.

Entendo até que a velocidade para todo trecho urbano poderia ser de até 80 km/h para veículos leves e 70 km/h para veículos pesados, sendo que, nesse trecho específico, com sinalização adequada, a velocidade fosse de 60 km/h para os primeiros e 50 km/h para os segundos. Esperemos uma solução.

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ADAIR ALVES FILHO

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