Do leitor

Passeios Cromáticos

No colorir julho, nossos ipês (brancos e rosas) arriscam floradas de alerta para as muitas cores que nos envolverão na primavera próxima. Flamboyants e jacarandás paulistas ainda hibernam.

A qualquer tempo, vislumbramos algumas brasileiríssimas e imponentes paineiras de flores cor-de-rosa. (Ah! Doeu-me quando derrubaram a maravilhosa paineira próxima ao terminal Santo Antônio… O progresso possui suas prioridades!).

As simpáticas “patas-de-vaca”, de flores rosas ou brancas, acompanham-nos, margeando ruas despretenciosamente, incorporadas à paisagem urbana.

No segundo semestre, as belas, altaneiras e copadas sibipirunas, de tão generosas sombras, cobrem-se de amarelo vivo, praticamente até o final do verão.

Também estarão presentes os majestosos guapuruvus, sobressaindo-se pela altura e imponência de seus troncos poderosos.

Esses são apenas alguns exemplos de árvores mais conhecidas, que embelezam nossos espaços. Inúmeras, as espécies espalhadas pela cidade. Algumas, relativamente raras.

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Contudo, na minha visão de admirador, encontro especial beleza na paineira-vermelha-da-Índia (“bombax ceiba”) ou simplesmente “paineira-vermelha”, a explodir em flores vermelhas nestes meses de inverno.

Alguns magníficos exemplares encontram-se no Parque Campolim, logo acima do grande lago onde os biguás exercitam-se diariamente em pesca ecológica. Cobertas de flores, protagonizam maravilhoso espetáculo e nos convidam à contemplação.

Invariavelmente, atendo-lhes o chamado. Ao passar por ali, dou-me o presente de lhes reverenciar a harmonia e a beleza. Poucos minutos bastam para tornar o espírito mais leve!
Vale a pena visitá-las. Com direito a selfie.

JOSÉ OSMIR FIORELLI

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