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Do leitor

Coluna do Brickmann

Em sua coluna de domingo (4), Carlos Brickmann publica mais uma vez, uma inverdade grosseira. Desta vez, no terceiro tópico “Briga boba 1”, cita: presidente Bolsonaro desandou a falar sobre o pai de Santa Cruz, preso e morto por agentes da ditadura, em 1974. À época, Bolsonaro tinha menos de 2 anos de idade. Não tinha nada com isso, não sabia, não tinha como saber, mas disse que a morte não foi causada por agentes da ditadura.

Santa Cruz foi preso por agentes da ditadura. Não houve esclarecimento sobre seu desaparecimento e por quem foi morto, conforme registros e reportagem do programa Fantástico, da rede Globo. Bolsonaro nasceu em março de 1955, tendo, portanto 19 anos em 1974, bem diferente dos 2 anos, como quer o colunista.

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Não sou defensor de nosso presidente, mas defendo que um jornalista que, parece-me, adota uma ideologia bem contrária a ele, não pode pregar inverdades em seus escritos, levando eleitores desse conceituado jornal a julgamentos e posições injustos. Infelizmente não vejo, também, esclarecimentos e correções desse erros por parte de tal colunista.

OLYNTHO ROSA JUNIOR

RESPOSTA: Caro leitor Olyntho Rosa Junior: A matéria contém efetivamente um erro, a idade de Bolsonaro. Ele não tinha dois anos em 1974, mas uns 19. De qualquer forma, não tinha idade para participar dos acontecimentos citados. Quanto às demais informações, são verdadeiras e documentadas. Há o registro oficial da prisão de Fernando Santa Cruz no Cisa, Centro de Informações da Aeronáutica, e não há qualquer registro da liberação. E há o depoimento de Cláudio Guerra (testemunha ocular da história), que na época dirigia era delegado do Dops: foi ele quem jogou o corpo de Fernando Santa Cruz no forno da usina Cambahyba, em Campos, RJ. Aliás, por este motivo foi denunciado pelo Ministério Público — e não nega a acusação, ao contrário, a reafirma. Desculpe, sr. Olyntho. Este colunista não tem ideologia contrária à do presidente, como demonstram seus 56 anos de carreira. E os fatos que estão na coluna nada têm de ideológicos: são a verdade como ela é, devidamente documentada.
CARLOS BRICKMANN

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