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Rumo firme em águas revoltas

Confira a coluna Reflexão, de Geraldo Bonadio

Quando o céu se povoa de nuvens escuras, o horizonte se tolda e oculta o sol, a visibilidade se reduz e a tormenta se prenuncia, a pior coisa que o navegante pode fazer é trocar o rumo da nave a cada instante.

Quem, singrando águas agitadas, conduz a nau ora em direção ao leste, ora para o sul; se alterna, a curtíssimos intervalos, entre o norte e o oeste, dificilmente alcança o porto seguro pelo qual anseia. O mais provável é que se condene a suportar o vendaval e as vagas agigantadas longe do ancoradouro, sem ter sequer noção de onde se acha e de qual distância precisa ainda cobrir.

Intempéries são inevitáveis na vida pessoal, familiar e até mesmo na vida do seu país. Em momentos tão duros, a tentação do oportunismo bate forte. De repente, você se flagra a dizer, para si mesmo, que, sem renegar sua fé, talvez possa, face à realidade, orientar-se algum tempo pela bússola dos ímpios. Não em definitivo. Só até obter alguns resultados. A seguir, voltará aos seus valores.

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Detone essa ideia. O pragmatismo emergencial só fará com que perca o rumo definitivamente. Jogar ao mar as bases das suas atitudes e escolhas é o pior que pode fazer. Quando a intempérie voltar, você não saberá mais como usar seu plano de navegação.

Tufões e maremotos, por fortes que sejam, não abalam o amor e o cuidado que o Senhor tem em relação a você. Ele vela pela esperança sua, dos seus e da Pátria e jamais permitirá que seja frustrada.

Tendo por bússola a Palavra e a fé como caminho, empunhe o leme, confiante, não se apavore com a tempestade e, logo, o porto buscado se fará ver e dará a você e aos seus a segurança pela qual anseia.

“Não tenha inveja dos pecadores; pelo contrário, persevere no temor do Senhor todo tempo. Porque certamente haverá um futuro e sua esperança não será frustrada.”

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Provérbios 23:17-18
Nova Almeida Atualizada

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