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Respeite a vida no trânsito

Geraldo Bonadio

Acidentes de trânsito não são fatalidades. Ensinam os especialistas na matéria que são ocasionados pela via, pelo veículo, pelo motorista ou pela combinação desses fatores. No Brasil, eles ocasionam um número de mortos, feridos e mutilados maior que os registrados em países alcançados por grandes catástrofes naturais, guerras civis ou agressões externas. Ontem, em uma rodovia no município de Guarulhos, na Grande São Paulo, sete pessoas — cinco da mesma família — morreram numa colisão entre dois carros.

A conduta dos motoristas é o principal elemento causador de tais acidentes. Muitos dirigem bêbados, drogados — ou as duas coisas; assumem o volante sabendo serem portadores de problemas de saúde incontroláveis ou, pura e simplesmente, não prestam suficiente atenção aos demais veículos ou à sinalização pintada na pista, exibida em placas suspensas ou fixadas no acostamento.

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Muitos, mesmo punidos, não respeitam as sanções que lhes foram impostas. Dados recentes estimam em duzentos mil o total dos que dirigem sem habilitação, com CNH vencida ou suspensa.

Essas situações todas precisam ser examinadas à luz dos princípios de civilidade e, ainda mais importante, de consciência. Quem dirige de forma imprudente, sem qualificação apropriada ou com seus reflexos alterados em decorrência da bebida ou da droga bate de frente com o mandamento do amor ao próximo e demonstra total desapreço pela lei de Deus, mesmo quando não gera desastres, ferimentos ou mortes, pois assume o risco de ocasionar todas aquelas desgraças.

Valendo-se das brechas da legislação e recursos mentirosos ou fugindo da fiscalização, podem permanecer impunes durante décadas, mas sua conduta não escapa aos olhos de Deus.

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“(…) E ao homem pedirei contas da vida do homem, seu irmão.”

Gênesis 9:5

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Geraldo Bonadio é jornalista. geraldo.bonadio@gmail.com

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