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Guedes é o nome

Bolsa passou a barreira dos 100 mil pontos

Carlos Brickmann

O ministro da Economia, Paulo Guedes, num discurso fluente, em inglês, usou palavras pouco polidas, ao se referir à ousadia de Bolsonaro no corte de privilégios. Oh, céus!!! Falar em “balls”! Lá ninguém achou ruim — só aqui, em que um presidente jamais disse que tinha “aquilo roxo”. Guedes deixou excelente impressão — talvez por ter o que mostrar, num Governo em que só ele tem grande importância: a Bolsa passou a barreira dos 100 mil pontos, o leilão dos aeroportos foi um sucesso (o preço obtido superou de longe o previsto), há algum superávit nas contas públicas, a inflação se mantém baixa, há fortes indícios de que a privatização está sendo bem planejada. Para os investidores, isso conta mais do que um eventual mau uso de palavras.

A fala dos números

O XP Investimentos elaborou pesquisa sobre a popularidade do Governo Bolsonaro. O presidente teve uma pequena queda, mas continua sendo muito bem visto. Há esperança de que leve adiante seus projetos. Duas coisas importantes: as redes sociais — menina dos olhos de Bolsonaro e seus filhos — são vistas como pouco confiáveis. E a grande imprensa continua sendo vista como o meio mais confiável de informação. Importante: o XP encomenda a pesquisa para ajudá-lo na busca de bons investimentos. Não é questão ideológica: a precisão na pesquisa e análise dos fatos vale dinheiro.

Brigas e briguinhas

Há parlamentares ameaçando derrubar o decreto pelo qual só quem tem ficha limpa poderá ser nomeado para cargos em comissão (aqueles que não exigem concurso). Querem que o decreto valha a partir de 1º de janeiro, dia da posse de Bolsonaro. Quem foi nomeado a partir daquela data só fica no cargo se tiver ficha limpa. O decreto fixa a data de 15 de março. Acham os parlamentares que Bolsonaro quer restringir as indicações que fizerem. Não gostam também do decreto que eliminou 21 mil cargos federais. A ameaça é dificultar a reforma da Previdência. Mas se a economia estiver dando certo, quem terá coragem de fazer isso? A economia é a chave do Governo.

Briga de…

O Ministério Público ofereceu denúncia, já aceita pela 6ª Vara Criminal, contra três dos quatro proprietários do grupo Marabraz, gigante do varejo. A denúncia enviada à 6ª Vara Criminal é de prática de crime tributário.

…gente grande

A Junta Comercial do Estado de São Paulo enviou ao Ministério Público informações de que a alteração societária da empresa LP Administradora de Bens, parte do grupo Marabraz, tem texto diferente do que consta em escritura pública do 26º Tabelião — segundo a informação, falta a parte em que consta um irmão e sócio. O Ministério Público investiga o caso.

Carlos Brickmann é jornalista e escreve para o Cruzeiro do Sul.

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