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Deixe nas mãos de Deus

Confira a coluna Reflexão, de Geraldo Bonadio

Os adversários urdiram, contra você, uma trama sinistra. Espalharam, em seu caminho, armadilhas que trouxeram danos ao seu patrimônio, risco à sua vida e dor aos de sua família.

Foi necessário muito esforço para superar os estragos por eles causados. Você finalmente escapou, reassumiu sua condição anterior e, agora, só lhe falta uma coisa: vingar-se, pagando cada um deles na mesma moeda. Seu coração clama por isso e os poucos que se mantiveram fiéis a você, nas horas amargas, estão a exigir que busque a forra.

Mais até que as horas de combate, o momento atual exige sabedoria. Oriente-se pela Palavra e deixe tudo nas mãos de Deus.

Os desígnios do Senhor são inescrutáveis. Ele e só ele é capaz de extrair da infâmia mais requintada, da canalhice mais sórdida, das intenções mais perversas e do rancor mais venenoso do adversário resultados amplamente favoráveis à sua pessoa. Pode também fazer, do seu processo de sobrevivência e restauração, um poderoso instrumento em favor de um número inimaginável de terceiros.

Confie. Ele tem o seu tempo e o seu modo, modo e tempo estes, quase sempre, distintos dos seus.

A vingança nada acrescenta à sua vitória. Ao contrário, pode murchar as flores que, em função dela, estão desabrochando; fanar as espigas que os pendões anunciam, perecer os frutos que se prenunciam carnudos e doces.

Agradeça ao Pai o livramento obtido.

Saboreie a honra e a prosperidade recobradas.

Retome o trabalho. Dê às suas mãos a chance de edificar tudo quanto sabem e podem. E esteja certo: não há felicidade maior que a de perdoar, esquecer e deixar a Deus o amanhã, do qual só ele pode cuidar.

“O mal que tínheis intenção de fazer-me, o desígnio de Deus o mudou em bem (…).”

Gênesis 50:20
A Bíblia de Jerusalém

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