Outubro Rosa - A cura do câncer de mama com o diagnóstico precoce

Seu engajamento é fundamental. Unidos conseguiremos vencer esta doença

Por Cruzeiro do Sul

Laço rosa

O câncer de mama é a principal neoplasia maligna que ataca a mulher em todo o mundo, sendo a primeira causa de morte entre os tumores que afetam as mulheres. Este tumor de mama apresenta uma incidência elevada: 74 mil mulheres são esperadas para apresentar a doença anualmente no Brasil, com cerca de 22 mil mortes anuais. Mas a cura pode ser alcançada em mais de 90% dos casos, se conseguirmos realizar o diagnóstico precoce da doença.

O Outubro Rosa é um movimento de conscientização sobre o câncer das mamas, chamando a atenção de todas as mulheres, independentemente da idade, para a saúde dos seios, com a finalidade de obter um diagnóstico mais precoce do câncer, que porventura possa vir a afetar suas mamas.

Mas quais são os fatores que poderiam prevenir um câncer de mama? Existem fatores que dificilmente podem ser evitados, como a idade (os cânceres aumentam de incidência com o passar dos anos, embora existam tumores em pessoas jovens); o histórico familiar (familiares próximos com câncer de mama ou ovário, principalmente em idade mais jovem, indicam a necessidade de uma avaliação individualizada) e também algumas características genéticas hereditárias como aquelas relacionadas aos genes BRCA 1 e BRCA 2, que podem estar presentes tanto no câncer de mama como no de ovário. Outros fatores de risco podem ser evitados: alimentação equilibrada, evitar bebidas alcoólicas em excesso, manter um peso e uma vida saudáveis são atitudes que fazem parte da prevenção. Realizar seu autoexame das mamas regularmente e sua mamografia anual entre os 40 e 74 anos de idade. Outros exames, como a ultrassonografia e a ressonância magnética, podem ser utilizados como auxílio à mamografia. Assim, quanto mais precoce for realizado o diagnóstico da doença, maior será a possibilidade de cura, com tratamentos menos agressivos, mas de grande eficácia. O emprego de novas drogas quimioterápicas, imunoterápicas (alvo dirigidas àquele tumor específico) e hormonioterápicas podem favorecer a indicação de cirurgias menos radicais, mais conservadoras, muitas vazes com a reconstrução imediata da mama e a indicação também de uma radioterapia menos agressiva e de alta resolução. Tudo isso levando a uma alta taxa de cura da doença, com uma qualidade de vida melhor.

Conhecer seu próprio corpo ajuda a perceber alterações e identificar sinais preocupantes: presença de um nódulo ou "caroço", mudança do formato ou tamanho da mama, retração localizada da pele ou do mamilo, saída espontânea de secreção pelo mamilo (principalmente aquelas cristalinas ou sanguinolentas), presença de nódulo axilar. Estes são sintomas e sinais que alertam a mulher a procurar ajuda de um profissional para melhor esclarecimento. Estes sinais podem não ser um tumor maligno da mama, cujo diagnóstico diferencial é feito através de uma biópsia, que vai dar o resultado definitivo. O câncer de mama exige informação, acompanhamento e acesso ao diagnóstico e tratamento em tempo rápido e oportuno.

O Outubro Rosa foi criado na Califórnia em 1997 e aprovado pelo Congresso Americano, sendo o laço cor-de-rosa, o símbolo desta data. Naquela época, como agora, vários monumentos e prédios, em praticamente todas as cidades no mundo, estarão iluminados com a cor rosa. Dois milhões de novos casos por ano de câncer de mama serão diagnosticados com a previsão de 750 mil mortes anuais em todo mundo. Mas devido ao diagnóstico cada vez mais em fase inicial da doença, estamos obtendo uma cura em mais de 90% dos casos. Cada tumor é um caso diferente e o médico decidirá qual será o melhor tratamento para cada um, em função do tipo de tumor, do estágio em que foi diagnosticado, do estado de saúde da mulher, sua idade, entre outros aspectos. Vamos aproveitar este Outubro Rosa, mês escolhido para a luta contra o câncer mamário. Seu engajamento é fundamental. Unidos conseguiremos vencer esta doença.

Luiz Antonio Guimarães Brondi é titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde, PUC - Sorocaba, mastologista, patrono da Academia Brasileira de Mastologia.

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