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Volkswagen mostra seu carro do futuro

Modelos elétricos, entre eles o I.D. CROZZ, começam a ser fabricados pela marca em 2020
Volkswagen mostra seu carro do futuro
O modelo apresentado no Salão é, ao mesmo tempo, um cupê de quatro portas e um utilitário esportivo. Crédito da foto: Divulgação

Embora não tenha modelos elétricos ou mesmo híbridos para lançar de imediato no Brasil, a Volkswagen está desenvolvendo uma linha totalmente nova de veículos elétricos baseada em conceitos avançados. A produção plena só começará em 2020. A marca aproveitou o Salão do Automóvel de São Paulo para dar uma visão antecipada de sua nova família de veículos de mobilidade elétrica. Até 2025, a Volkswagen promete que estará produzindo um milhão de carros elétricos por ano.

A grande atração da futura linha dos elétricos da marca foi o I.D. CROZZ, um veículo que mistura características de crossover, cupê de quatro portas e utilitário esportivo. Trata-se de um veículo com emissão zero, com autonomia muito grande, design de mobilidade elétrico carismático e um conceito de interior completamente novo. Com seu estilo esportivo, o I.D. CROZZ mostra como serão os futuros modelos elétricos da Volkswagen.

Volkswagen mostra seu carro do futuro
A assinatura luminosa é sua característica mais marcante. Crédito da foto: Divulgação

Tração integral

A sigla I.D., que batiza a nova família elétrica da marca, é uma referência a “Identity” (identidade) e “Iconic Design” (design icônico), enquanto o termo CROZZ é relacionado à nova categoria dos CUVs. Um esportivo para todas as situações com emissão zero projetado interativamente com tração integral. O carro tem 305 cv de potência, velocidade máxima de 180 km/h e pode rodar até 500 quilômetros (NEDC) com uma carga da bateria. Em pontos de carga com potência de saída de 150 kW (corrente contínua) a bateria pode ser recarregada em 80% em 30 minutos pelo sistema de carga rápida.

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A bateria de íons de lítio fica alojada no assoalho do CUV, liberando espaço e rebaixando o centro de gravidade. A propulsão é feita por dois motores, um para cada eixo. O motor traseiro tem 150 kW (203 cv) de potência e o dianteiro, 75 kW (102 cv). Por definição, o eixo traseiro vai impulsionar o carro, mas sempre que necessário, um “eixo cardã” virtual assegura em frações de segundo a distribuição de força entre as rodas dianteiras e traseiras. Andando fora de estrada, na lama ou na neve, o I.D. CROZZ pode rodar com tração permanente nas quatro rodas.

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Crédito da foto: Divulgação

Ele é mais compacto e tem a linha de teto mais baixa do que o Tiguan Allspace, por exemplo. Mesmo assim, oferece o mesmo espaço. A chave para isso está no design do carro, baseado na nova Matriz Modular Elétrica (MEB). Os módulos dos eixos e sistemas de propulsão dos modelos MEB são distribuídos separadamente. Entre eles, há uma grande distância entre-eixos. Todos os sistemas de propulsão são compactos, enquanto a bateria fica totalmente embutida dentro do assoalho do carro. A configuração dos assentos também proporciona uma grande flexibilidade. Isto cria espaço que pode ser usado de várias formas um “Open Space” (espaço aberto) com proporções generosas e cuidadosamente planejado, que desafia as diferenças de categorias tradicionais.

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Assinatura luminosa

Volkswagen mostra seu carro do futuro
Detalhe da iluminação em LED do conjunto ótico dianteiro. Crédito da foto: Divulgação

As características visuais dominantes na dianteira do I.D. CROZZ incluem a assinatura luminosa da mobilidade elétrica da Volkswagen. Os elementos luminosos luzes de condução diurna de LED em forma de “C” e faróis de LED com controle variável posicionados no centro de cinco estreitas faixas de LED se juntam para criar uma única seção dianteira com “olhos” eletrônicos móveis (“Interactive Spotlight”). E essa interação é importante. Tudo porque o I.D. CROZZ, quando em movimento, a pedido do motorista, em modo totalmente automatizado, se comunica com outros usuários da estrada por meio do “Interactive Spotlight”. Ele também saúda o motorista sempre que este se aproxima do carro.

O visual único das luzes faz parte de um DNA de design cuidadosamente concebido para a mobilidade elétrica. Também nesse caso, a plataforma MEB é a base ideal, já que os largos eixos posicionados bem distantes criam proporções dinâmicas, criando um trampolim para uma nova era de design.

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O design da traseira do I.D. é igualmente inovador. Crédito da foto: Divulgação

O que vem por aí

O objetivo da Volkswagen é transferir os sistemas de propulsão elétrica de um nicho inicial para produção plena em alta escala em meados da próxima década. O Dr. Herbert Diess, presidente do Conselho de Administração da Marca Volkswagen explica: “Em 2025, queremos que nossas vendas de veículos puramente elétricos cheguem a um milhão de unidades por ano. O I.D. CROZZ terá um papel fundamental para isso. A produção vai começar em 2020.”

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Crédito da foto: Divulgação

Forte e com linhas bem definidas, o design do I.D. CROZZ combina o visual dominador e robusto de um SUV com a leveza esportiva de um elegante cupê. O grande capô com suas beiradas contornadas com amplos raios é um item definidor do estilo. Ele se estende expressivamente através de toda a largura da frente do carro. O CUV é pintado num tom especial de prata (“Silver Spark”), enquanto com suas linhas limpas, o capô e o para-choque parecem uma escultura parecendo talhada de um único bloco de alumínio. Integradas de forma dominante à seção dianteira está a assinatura luminosa da mobilidade elétrica da Volkswagen. Outro elemento iluminado é o escudo da VW integrado ao centro entre o capô e o para-choque. Ele se une à esquerda e à direita com os faróis interativos de LED através de uma marcante e fina linha luminosa.

Além do visual inovador, o carro trará um sistema inédito de ar-condicionado, o sistema CleanAir, que mantém a alta qualidade do ar dentro do veículo e um sistema de bancos multifuncionais, com interior totalmente flexível. E graças ao compacto sistema de propulsão elétrica e ao fato de a bateria de íons de lítio ser integrada ao assoalho do veículo, o interior do carro tornou-se um espaço livre: um conceito de espaço variável, semelhante a uma sala de estar.

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