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Fiat prepara modelos e motores em busca da liderança perdida

Grupo FCA vai investir R$ 8,5 bilhões na produção de motores e novos veículos
Fiat prepara modelos e motores em busca da liderança perdida
O carro-conceito Fastback mostrado no Salão do Automóvel pode servir de base para futuro SUV. Crédito da foto: Divulgação

A Fiat, que liderou o mercado automobilístico brasileiro de 2004 a 2015 e inundou o país com veículos compactos de baixo custo, prepara uma ofensiva para reconquistar o antigo posto investindo em segmentos superiores e mais eficientes. O primeiro passo após o enxugamento da linha de produtos foi dado na semana passada com o anúncio de investimentos no pólo industrial de Betim (MG) onde a montadora vai construir uma nova fábrica de motores. Ao todo, o Grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA) pretende investir R$ 8,5 bilhões na sua operação no Brasil e além da fábrica de motores pretende lançar mais 15 veículos até 2024, renovando praticamente toda a sua linha. Antonio Filosa, presidente da FCA América Latina, informou que a marca Fiat deverá lançar nos próximos anos de dois a três novos SUVs, um segmento em expansão e que garantiu o sucesso da marca Jeep no Brasil, outra bandeira do grupo FCA.

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A nova fábrica vai produzir primeiramente dois motores turbo que terão 1,0 l e 1,3 l de capacidade volumétrica. O primeiro com três cilindros e o segundo com quatro. São basicamente os motores já utilizados pelos novos produtos da Fiat (Argo, Cronos, Mobi), mas turboalimentados. O primeiro deverá gerar algo como 120 cv e ou segundo, em torno de 150 cv. Além da linha Fiat os novos propulsores serão utilizados também pela linha Jeep.

Gargalo na produção

Fiat prepara modelos e motores em busca da liderança perdida
Mike Minley, CEO mundial da FCA ao lado de um dos novos motores que será produzido em Betim. Crédito da foto: Divulgação

A Fiat se instalou no Brasil em meados dos anos 1970 — foi a primeira montadora a se instalar fora da região do ABC — e tinha um único produto, o compacto 147. Ao começar a diversificar sua produção até transformar Betim no segundo polo automobilístico do País, a marca enfrentou problemas com motores, pois não tinha produção própria no Brasil. Muitos de seus modelos como Palio Weekend, Stilo, algumas versões da picape Strada, Doblò, foram lançadas com motores fabricados pela General Motors. Essa parceria só terminou quando a marca italiana comprou uma fábrica de motores em Campo Largo (PR) que até hoje abastece as linhas de produção com os motores EtorQ (1,6l e 1,8l). Com a chegada dos novos motores, o Jeep Renegade deve receber nova motorização em substituição ao motor flex atual considerado inadequado para o modelo.

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Pouco se sabe sobre os SUVs que a marca garante que vai lançar. Uma pista é o Fiat Fastback mostrado no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo no ano passado e que poderá inspirar ao menos um deles. (Adalberto Vieira)

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