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Em São Paulo, patinetes elétricos somem das ruas

Empresas recolheram os veículos sob a justificativa de "manutenção" para reorganizar a frota
Os patinetes elétricos já fazem parte da realidade dos paulistanos. Crédito da foto: Leopoldo Silva / Agência Senado (29/5/2019)

No primeiro fim de semana após o início das regras de patinetes elétricos em São Paulo, esses veículos desapareceram das ruas. Além do confisco de centenas de veículos pela Prefeitura desde quarta-feira (29), as duas principais empresas do setor – Grin e Yellow – ainda recolheram domingo (2) seus patinetes, sob a justificativa de “manutenção” para reorganizar a frota.

Entre domingo e sábado, a reportagem percorreu o Largo da Batata e parte da avenida Faria Lima, na zona oeste da cidade, e Paulista, na região central, pontos que tinham sido tomados pelo vaivém de patinetes nos últimos meses. No sábado, os apps indicavam poucos ou nenhum veículo disponível nas áreas.

Ao acessar o app da Grin no domingo pela manhã, surgia o aviso sobre manutenção. Mais tarde, a Yellow também incluiu a mensagem Com a chuva, que deixou esses lugares mais vazios, não foram muitos os usuários a notarem a falta. Na quarta (29), diz a Prefeitura, 557 patinetes foram recolhidos – não houve novo balanço. Segundo a Grow, empresa responsável por Grin e Yellow, 1,5 mil dos 4 mil equipamentos da frota foram apreendidos. “Passo por aqui (Largo da Batata) todo dia e está diferente. Umas 19 horas, sempre tem muitos andando. No fim de semana, enchia também, um ‘rolezinho’ de patinetes. Não tem mais nenhum”, disse a estudante Ana Carolina Prado, de 18 anos.

Segundo o professor Flávio Smit, de 52 anos, este sábado foi o primeiro dia em que não viu a movimentação em duas rodas. “Na semana passada, quase fui atropelado. Eram três crianças apostando corrida. Era óbvio que ia ser um caos”, contou. O uso do veículo não é permitido para menores de 18 anos.

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Na Paulista, só entregadores de apps de comida passavam com patinetes. Os equipamentos que costumavam ficar no entorno de uma banca de revistas perto da Estação Trianon-Masp sumiram.

Em nota, a Grow disse que os patinetes foram recolhidos no fim de semana para “manutenção”, mas não informou se vai retomar o serviço nesta segunda-feira, 3. Um prestador de serviço da Yellow disse ao Estado que o objetivo era de fazer ajustes exigidos pela Prefeitura, como a velocidade máxima de 20 km/h. Sobre isso, a Grow não se manifestou.

Na semana passada, a Prefeitura disse que a Grow não tem cadastro para operar na capital. Apenas Flipon e Scoo, com frota de 550 patinetes, fizeram esse registro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Estadão Conteúdo)

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