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Citroën: uma história de ousadias e design arrojado

O maior símbolo do arrojo da marca é sem dúvida o 2 CV
Uma história de ousadias e design arrojado
Duas ousadias de estilo: Traction Avant e o inconfundível 2 CV. Crédito da foto: Divulgação

A Citroën está comemorando 100 anos de história. Sua trajetória como fabricante de automóveis foi marcada pelas ousadias tecnológicas e pelo design arrojado, fora do padrão, características que se mantêm até hoje.

O maior símbolo do arrojo da marca é sem dúvida o 2 CV. Em 1936, Pierre Boulanger, diretor da Citroën, encarregou o setor de projetos comandado pelo engenheiro André Lefebvre de desenvolver um carro popular, confortável e de pequeno porte.

Embora estivesse pronto para o Salão do Automóvel de 1939, ele não chegou a ser apresentado, pois a mobilização geral para a Segunda Guerra Mundial foi decretada em 1º de setembro. Só foi apresentado no Salão de 1948 para conhecer o primeiro pequeno sedã de tração dianteira do mundo.

Perfeitamente adaptado ao otimismo do pós-guerra, ele irradiava alegria com suas inúmeras inovações, quatro rodas independentes, câmbio de 4 marchas de série e, sobretudo, sua capota de lona retrátil. Um veículo concebido como “quatro rodas debaixo de um guarda-chuva”, ele também oferecia preço de venda e custo de manutenção acessíveis, além de consumir pouca gasolina para a época. Todos esses argumentos asseguram ao 2 CV um sucesso não apenas imediato como também duradouro, pois o modelo foi comercializado até julho de 1990.

Uma história de ousadias e design arrojado
Crédito da foto: Divulgação

Durante os anos 1920-1930, marcados por uma tendência ao exotismo, a Citroën apresentou ao mundo o Half-Track Type P17, em 1922. O modelo foi um dos cinco primeiros veículos motorizados da história a efetuar uma expedição de travessia ao Deserto do Saara, percorrendo mais de 3.500 kms. Ao organizar essa viagem pioneira, André Citroën demonstrou ao mundo a confiabilidade e robustez dos veículos da marca.

Um carro revolucionário

Uma história de ousadias e design arrojado
Crédito da foto: Divulgação

Nos anos 30, outro modelo também ganhou notoriedade por sua inovação e tecnologia. Sua arquitetura, sua carroceria e seu motor… Tudo no Traction Avant era inovador, o que acabou inspirando os construtores da época e revolucionando o mercado.

Foi o último carro lançado por André Citroën antes de sua morte, em colaboração com o engenheiro André Lefebvre e o designer Flaminio Bertoni. Mais baixo e mais aerodinâmico que todos os outros carros, ele rompeu com os códigos visuais e tecnológicos em vigor, com destaque para a transmissão das rodas dianteiras, na origem do seu nome mítico: “Traction Avant”.

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Foi um automóvel que inspirou toda a indústria automobilística: primeiro carro com chassi monobloco a ser fabricado em série, possuía um motor “flutuante” que reduzia as vibrações e freios hidráulicos. Entre as diversas versões produzidas, o modelo de 1954 ganhou uma suspensão hidropneumática nas rodas traseiras, proporcionando um conforto inédito. Sua produção atingiu cerca de 760 000 unidades incluindo todos os modelos.

Uma história de ousadias e design arrojado
Crédito da foto: Divulgação

O Citroën GS também foi referência na década de 70. Foi ele que democratizou a suspensão hidropneumática. Graças à modernidade de suas linhas e ao pioneirismo de sua tecnologia, o GS foi eleito Carro do Ano de 1971. Ele sucedeu, em matéria de conforto, ao mítico DS de 1955, “rei da estrada”. (Da Redação)

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