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Chevrolet confirma o fim da produção do modelo Cobalt

O carro foi lançado em 2011 e tinha como características bom espaço interno e porta-malas generoso
Chevrolet confirma o fim da produção do Cobalt
A segunda e última geração do Cobalt, lançada em 2015, deixa de ser fabricada. Crédito da foto: Divulgação

A General Motors confirmou esta semana que vai tirar de produção o Chevrolet Cobalt. Em nota, a empresa comunica que “a produção do Cobalt foi encerrada e que as vendas do produto seguem até o fim dos estoques”.

O carro era produzido na fábrica de São Caetano do Sul, mas existem veículos em estoque nos concessionários, o que deve garantir a sobrevivência do sedã no mercado por mais algum tempo. A Chevrolet não revela quantas unidades estão nos pátios da empresa nem quantos estão nos concessionários.

Há algum tempo as vendas do Cobalt vinham patinando. No primeiro bimestre, por exemplo, foram vendidas apenas 405 unidades do modelo, uma queda muito grande em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram vendidas 2.130 unidades. Mas o carro não vinha vendendo bem nos últimos anos. Durante todo o ano passado foram comercializadas 13 mil unidades, o que acendeu o sinal de alerta no fabricante.

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Espaço interno

O Chevrolet Cobalt foi lançado em 2011 e seu grande trunfo era o excelente espaço interno e o generoso porta-malas, o que o tornava muito atraente para taxistas e frotistas, pois era possível inclusive fazer a conversão para não perder totalmente o porta-malas. O carro chegou ao mercado em um momento que algumas montadoras começaram a produzir sedãs compactos mais espaçosos, difíceis inclusive de classificação.

O entre-eixos do Cobalt, de 2,60 m o aproximavam muito dos sedãs médios. Nessa mesma época surgiram o Fiat Grand Siena, com as mesmas características (bom espaço interno e porta-malas grande) e o Renault Logan, igualmente com medidas generosas.

Chevrolet confirma o fim da produção do Cobalt
Primeira versão do sedã atraiu taxistas e frotistas, pois permitia conversão para gás sem perder o porta-malas. Crédito da foto: Divulgação

O Cobalt foi lançado em um momento em que a General Motors trazia poucas novidades para o mercado. Inicialmente o carro foi lançado com duas motorizações: um motor 1.4L de 102 cv de potência, que proporcionava um desempenho muito contido ao modelo, e o 1.8L que rende até 111 cv e é o propulsor que sobreviveu até hoje.

O carro tinha duas opções de transmissão: câmbio manual de cinco velocidades e um automático tradicional com seis marchas. A segunda geração atualizou o visual do modelo. A queda nas vendas do Cobalt se deve ao fenômeno de canibalização que ocorreu dentro da própria marca. Até há alguns meses o Cobalt convivia sem muitos problemas com o Chevrolet Prisma, a versão sedã do Onix.

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Essa situação mudou com o lançamento do Onix Plus, um carro muito mais moderno, maior que o Prisma original, e que passou a atuar praticamente na mesma faixa. A Chevrolet percebeu essa migração. Segundo a marca, desde o lançamento do Onix Plus a empresa vem constatando uma migração dos consumidores de sedãs compactos da marca para o modelo recém-lançado, que tem a vantagem de ter motorização moderna.

Assim como o Onix, o Onix Plus tem versões equipadas com o novo motor 1.0 turbo de três cilindros, que garante bom desempenho e eficiência energética.

O fim da produção do Cobalt também tem outro objetivo. A empresa terá mais espaço na fábrica de São Caetano do Sul para a produção da nova geração do Tracker, que será lançada ainda em março. A marca está investindo forte no novo veículo e quer ampliar sua participação do disputado segmento dos utilitários esportivos compactos. (Adalberto Vieira)

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