Motor

Chega em março a segunda geração da Honda CB 1000 R

A moto tem um novo quadro e o motor ganhou mais 20 cv de potência
A CB 1000 R foi uma das poucas motos expostas no estande da marca no Salão do Automóvel de São Paulo. Foto: Divulgação

A segunda geração da Honda CB 1000 R começa a ser vendida no mercado brasileiro no ano que vem, ainda sem preço definido. Enquanto a naked (moto sem carenagem) não vem, fomos à Itália para avaliá-la.

O modelo ganhou novo quadro, enquanto o motor passou por alterações que resultaram em aumento de 20 cv na potência (para 145 cv) e um leve incremento de torque (de 10,1 para 10,6 mkgf). Com a redução de 12 kg no peso e as marchas 4% mais curtas, a CB 1000 R ficou ainda mais ágil.

A nova geração foi criada pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda, em Roma. A naked tem motor de quatro cilindros e 998 cm3, com refrigeração líquida e comando duplo de válvulas no cabeçote.

A entrega de potência é linear e não assusta. A pitada de emoção fica por conta da eletrônica, na forma de quatro opções de modos de condução (standard, esporte, chuva e usuário), que alteram as respostas do acelerador, do controle de tração e do freio motor. No standard, o comportamento é pacato, com retomadas suaves nas três primeiras marchas (são seis no total). Ao mudar para o esporte, a resposta do acelerador fica mais agressiva. Girar a manopla com mais empolgação pode até causar empinadas involuntárias. O modo usuário permite ajustes individuais, enquanto a opção chuva atenua a resposta do acelerador para garantir segurança sobre piso escorregadio.

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Tudo é controlado por meio de comandos no punho esquerdo e informado no painel digital de fundo preto – muito fácil de visualizar. Há conta-giros, velocímetro, marcador de nível de combustível e até um computador de bordo simples, que afere o consumo (variou entre 16 e 18 km/litro nas estradas sinuosas na região da Toscana).

Nova ciclística

A Honda adotou um conjunto ciclístico à altura da nova naked. O inédito quadro monotrave superior é feito de aço. As suspensões têm garfo telescópico invertido na dianteira e um monobraço de alumínio na parte de trás. O peso em ordem de marcha é 212 kg.

A posição de condução é típica das nakeds, mas com um guidom mais largo, o que deixa a moto ágil nas mudanças de direção e fácil de manobrar. O assento é confortável, mas a ausência de proteção aerodinâmica, como em toda naked, cansa um pouco em longas viagens. Os freios com sistema ABS contam com discos nas duas rodas. Na dianteira, há duas pinças com fixação radial.

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Com desenho atraente, a nova CB 1000 R é uma boa opção para quem procura uma naked potente, moderna e fácil de domar, graças aos controles eletrônicos. O sucesso do modelo da Honda vai depender do posicionamento de preço, que deve ser superior aos R$ 50 mil.

Das rivais, a Kawasaki já vende no País a Z 1000 (142 cv), por R$ 55.990, enquanto a Suzuki oferece a GSX-S 1000 (150 cv) por R$ 50.536. As duas têm motores de quatro cilindros e boa dose de eletrônica. (Por Arthur Caldeira, Estadão Conteúdo)

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