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Boeing suspende entregas do 737 MAX, mas mantém produção

Está descartada a possibilidade de reduzir o ritmo de produção ou de fechar as fábricas temporariamente
A Boeing pode produzir até 52 MAX por mês. Antes da crise, previa aumentar sua cadeia de produção para 57 unidades a partir de junho. Crédito da foto: Joe Raedle / Getty Images / AFP (14/3/2019)

A fabricante de aviões americana Boeing anunciou quinta-feira (14) que suspendeu a entrega de seu sucesso de vendas, o 737 MAX, depois que este modelo sofreu dois acidentes mortais em cinco meses, mas que a produção continuará. “Estamos fazendo uma pausa na entrega dos 737 MAX até que tenhamos uma solução”, disse um porta-voz da companhia à AFP. “Continuaremos com a produção mas avaliaremos nossas capacidades”.

O porta-voz também descartou a possibilidade de reduzir o ritmo de produção ou de fechar as fábricas temporariamente. A Boeing pode produzir até 52 MAX por mês. Antes da crise, previa aumentar sua cadeia de produção para 57 unidades a partir de junho.

A Administração Federal da Aviação (FAA) ordenou nesta quarta-feira (13) deixar em terra “provisoriamente” os Boeing MAX 8 e 9 nos Estados Unidos após decisões similares das autoridades de segurança de aviação do mundo todo. Washington justificou esta escolha ao compilar os “novos dados” de satélite fornecidos pelo Canadá, que mostram semelhanças entre a tragédia da Ethiopian Airlines e a da Lion Air.

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A proibição de voo “será mantida para uma maior investigação, incluindo a revisão da informação contida” nas duas caixas-pretas do avião da companhia aérea etíope que caiu no domingo, disse a FAA. O acidente na Etiópia, no qual morreram 157 pessoas, ocorreu menos de cinco meses depois do acidente com o mesmo modelo da companhia indonésia Lion Air, no fim de outubro, que matou 189 pessoas.

As duas caixas-pretas do voo da Ethiopian Airlines, que devem revelar o contexto do acidente, foram recebidas nesta quinta-feira na França pelo Escritório de Investigação e Análise (BEA), uma agência especializada que será responsável por extrair os dados. A investigação da tragédia da Lion Air revelou até agora um mau funcionamento no sistema de controle de voo chamado Maneuvering Characteristics Augmentation System (MCAS). “A Boeing tem confiança plena na segurança do 737 MAX”. (AFP)

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