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A clássica Honda CG125, a moto mais vendida do Brasil, sai de linha

A Honda investe forte nas scooters da marca, uma forte tendência do mercado
A clássica Honda CG125, a moto mais vendida do Brasil, sai de linha
Crédito da foto: Divulgação

Depois de 42 anos, a Honda deixou de fabricar a moto CG 125, seu mais famoso produto no Brasil. A moto saiu de linha no final do ano passado após ter vendido mais de 7 milhões de unidades. A moto foi responsável por abrir as portas do mercado brasileiro para a marca japonesa que construiu sua fábrica em Manaus (AM). As primeiras “cegezinhas” nacionais saíram da linha de montagem em 1976. Até então, todos os modelos da Honda eram importados.

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O motivo de sua saída de produção está relacionado à nova legislação que obriga as motos a serem equipadas a partir deste ano com freios CBS. Com isso, a Honda só vai produzir modelos com motor com 160 cc, um propulsor mais moderno e eficiente em termos de emissões. As motos de entrada — CG 160 Start e CG 160 Cargo — já têm freios CBS. A “velha” CG também já não atraia tantos compradores e representava ultimamente menos de 10% do volume total de vendas da linha CG.

A vez das scooter

A clássica Honda CG125, a moto mais vendida do Brasil, sai de linha
Crédito da foto: Divulgação

Além de interromper a produção da CG com motor de 125 cc, forçando os compradores a migrar para motos com 160 cc, a Honda está investindo forte na sua linha de scooters, uma configuração de motocicleta cada vez mais aceita pelo consumidor brasileiro.

Dias atrás a marca lançou a SH150i 2019. Fabricada em Manaus (AM) desde 2017, essa scooter representa a opção que incorpora a mais alta tecnologia disponível em seu segmento, com destaque para o motor de 149,3 cm3, monocilíndrico OHC (Over Head Camshaft), 4 tempos, com injeção eletrônica PGM-FI (Programmed Fuel Injection) a gasolina, arrefecido a líquido e com transmissão automática continuamente variável CVT (V-Matic). O sistema ESP (Enhanced Smart Power) presente na SH150i é capaz de reduzir automaticamente a rotação do motor quando detectada aceleração constante em terreno plano, colocando a transmissão CVT em uma espécie de modo “overdrive”, o que resulta em maior conforto, economia e durabilidade mecânica.

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Crédito da foto: Divulgação

A SH150i também é equipada com Idling Stop, sistema que desliga automaticamente o motor em situações de breve parada, promovendo partida instantânea assim que ocorrer o acionamento do acelerador. Com isso ganha-se em economia e respeito ao meio ambiente. Equipada com rodas de 16 polegadas e pneus sem câmara, esse scooter tem capacidade para enfrentar pavimentação ruim e eventuais obstáculos na pista. O preço público sugerido para a SH150i será de R$ 12.700 enquanto para a versão topo, a SH150i DLX, o preço público sugerido é de R$ 13.210, base Estado de São Paulo.

Elite 125

A marca também trabalha na promoção da Elite 125, que chegou ao mercado este ano e é o scooter de entrada da marca no Brasil. O scooter foi lançado com preço de R$ 8.250 e tem como objetivo também disputar mercado com a sua principal rival no mercado, a Yamaha NEO 125. A Elite 125 tem motor monocilíndrico de quatro tempos, arrefecido a ar e injeção de gasolina de 125 cm3. Esse proipulsor rende 9,3 cv de potência a 7.500 rpm e 1,05 kgfm de torque 1a 6.000 rpm. O motor está associado a uma transmissão CVT (continuamente variável) que não exige troca de marchas e faz o motor trabalhar se,‘re na rotação ideal. O scooter Elite 125 tem formas angulosas e visual robusto.

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PCX 150

A marca também lançou a PCX 150 2019 que ganhou retoques no design e mais equipamentos. A scooter chegou à terceira geração com novidades, mas preservando características como economia de combustível, facilidade de pilotagem e a praticidade. Foram mais de 133.000 unidades comercializadas entre abril de 2013, quando foi lançada e janeiro deste ano. Para a versão 2019, os destaques são a nova suspensão traseira, pneus mais largos, Smart Key e ABS. Painel digital e iluminação por LED complementam o design renovado. As novas linhas da PCX 150 preservaram a personalidade da scooter mas permitem identificar imediatamente o modelo como evolução do design anterior. Neste contexto se destaca o grupo ótico dianteiro, cujas formas fazem par com a adoção da tecnologia de iluminação por LED e a presença do DRL (Daytime Running Light – luzes de rodagem diurna). A lanterna traseira também é iluminada por LED.

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Crédito da foto: Divulgação

Nas versões Sport e DLX, a PCX agora conta com a tecnologia de freio antitravamento ABS que atua evitando o bloqueio da roda dianteira ao acionar o manete de freio do lado direito. O freio traseiro, acionado pelo manete do lado esquerdo, recebe acionamento hidráulico do cáliper, com disco de dimensões adequadas para proporcionar frenagens mais precisas. Na PCX 150, modelo de entrada, foi mantido o consagrado sistema de freios CBS (Combined Brake System), com disco na dianteira e tambor na traseira. A PCX 150 de entrada tem preço público sugerido de R$ 11.620. A PCX 150 DLX tem preço sugerido de R$ 12.990 e a PCX 150 Sport chega à rede por R$ 12.990. (Adalberto Vieira)

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