ECONOMIA

Boituva é destaque pela geração de empregos


A cidade de Boituva, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS), foi a 19ª cidade do País com melhor desempenho na criação de empregos em 2017, com saldo de 1.712 vagas. O município de 58 mil habitantes credita o resultado a uma combinação de fatores, como o incentivo para a instalação de novas empresas, a oferta de qualificação profissional, a localização (às margens da rodovia Castelo Branco) e até o clima, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Boituva, José Romeu Vichier Filho. Foram 7.910 admissões e 6.198 desligamentos em Boituva ao longo do ano passado, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O resultado da cidade destoa das outras integrantes da RMS, em que -- entre janeiro e dezembro de 2017 -- dezessete tiveram saldo negativo de emprego e apenas dez apresentaram saldo positivo de vagas formais. Mesmo as cidades que criaram vagas não experimentaram um crescimento como o de Boituva. Somando-se o saldo positivo de vagas da RMS, todas as outras cidades juntas chegam a 737 novos postos de trabalho, distante dos 1.712 empregos formais criados em Boituva. Sorocaba teve saldo negativo em 703 vagas, com 66.510 admissões e 67.213 demissões.

"Isso é reflexo de alguns incentivos que temos feito tanto na parte de qualificação, como também na força tarefa com indústrias para a obtenção de licenças", diz o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Boituva. Ele destaca como geradores de empregos na cidade a abertura de uma fábrica de salgados da Sodiê Doces, que gerou de imediato 50 contratações. Aponta ainda a indústria Flourseals, especializada na transformação de resinas fluoradas e de plásticos de alta performance; a rede de lanchonetes Burger King; além dos setores de metalurgia e também de hotelaria. De acordo com Vichier Filho, há a expectativa da abertura de alguns hotéis no município. Hoje, estima-se que a cidade tenha 1.200 leitos em unidades hoteleiras, devendo acrescer mais cerca de 300 leitos até o meio do ano.

Vichier Filho explica que a cidade possui uma equipe multidisciplinar que auxilia as empresas a se instalarem no município, orientando quanto aos processos necessários. Outro ponto é a oferta de qualificação profissional, por meio de várias iniciativas, como cursos voltados para o setor hoteleiro e turístico -- visando o título de Município de Interesse Turístico que a cidade deve receber. O Senai da cidade também colabora para que a mão de obra das indústrias seja qualificada. De acordo com Vichier Filho, neste ano, 92% dos matriculados em cursos do Senai da cidade já conseguiram inserção no mercado de trabalho, logo no primeiro mês de curso.

Diversificação

O objetivo, conta o secretário, é investir em vários setores, para que a economia do município não dependa de apenas um segmento. "Estamos procurando diversificar bem a cidade", diz. Ele cita como pontos positivos, diferenciais, a localização às margens da rodovia Castelo Branco, sem o pagamento de pedágio, além do clima e topografia da cidade.

O setor turístico é um dos atrativos, com as chácaras, paraquedismo e balonismo. Por mês, mais de 12.700 pessoas participam de atividades de paraquedismo, além cerca de 600 por dia aos fins de semana em balonismo. Com a forte presença de condomínios de chácaras, aos finais de semana a população flutuante da cidade chega a aumentar em 15 mil pessoas.

A cidade é também conhecida pela presença de dois grandes frigoríficos e usina de cana-de-açúcar. Os dois setores se destacaram com as profissões que mais geraram vagas: foram criadas 184 vagas de abatedor de animais, 141 de trabalhador da cultura de cana-de-açúcar, 139 de alimentador de linha de produção e 53 de operador de cristalização na refinação de açúcar.

Campeãs

As cidades que mais geraram emprego no País, em 2017, segundo ranking da Revista Exame, com dados do Caged, foram Joinville (SC) com 5.588 vagas, Aparecida de Goiânia (GO) com 4.342 vagas e Bebedouro (SP) com 4.203 vagas.