ECONOMIA

Indústrias da região fecham 1.050 postos de trabalho, afirma Ciesp


A região de Sorocaba perdeu, em dezembro, 1.050 postos de trabalho na indústria. A variação negativa foi de -1,14%, uma queda maior que a registrada em novembro de 2017 (-0,52%), porém bem menor que a de dezembro de 2016, que ficou em - 5,44%. Historicamente, o último mês do ano é um período em que as demissões são mais comuns -- devidos às festas, fim de contratos e períodos de suspensão de produção. Desta vez, novembro e dezembro, juntos, foram responsáveis pelo retrocesso de um período de contratações e crescente ocupação de vagas registrado entre julho e outubro de 2017.

O acumulado do ano de 2017 foi de -7,62%, o que corresponde a uma queda de 7,5 mil postos de trabalho. Em dezembro, os setores que tiveram maior variação negativa foram os de metalurgia (-4,46%), produtos de metal - exceto máquinas e equipamentos (-2,70%), confecção de artigos de vestuário e acessórios (-2,07%) e veículos automotores e autopeças (-1,22%). O resultado positivo mais significativo ficou na industria de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com + 2,23%. Além desta, os índices positivos ficaram apenas com produtos de madeira (+0,29%), produtos químicos (+0,16%) e produtos mineiras não metálicos (+0,08%).


Erly Domingues, do Ciesp: a queda de dezembro já era esperada - EMÍDIO MARQUES / ARQUIVO JCS (23/6/2015) Erly Domingues, do Ciesp: a queda de dezembro já era esperada - EMÍDIO MARQUES / ARQUIVO JCS (23/6/2015)


Segundo o diretor do Ciesp Sorocaba, Erly Domingues de Syllos, a queda de dezembro já era esperada, assim é a retomada de ocupação destes postos de trabalho a partir de janeiro. "Nos últimos 12 anos todos os meses de dezembro tiveram perda de emprego. O ano de 2016 foi muito mais crítico. Em janeiro acreditamos numa recuperação pelo histórico dos índices econômicos, de modo geral, que também estão melhorando." Ele cita como exemplos a inflação e a taxa selic mais baixas. "Em relação a esta última, ainda é preciso que a queda chegue ao tomador do dinheiro. É uma pressão forte que o setor produtivo está fazendo para que o sistema financeiro faça com que o dinheiro chegue, a quem precisa dos financiamentos, a um custo mais baixo", explicou.

Recuperação

Os dados do Ciesp mostram que meses de julho, agosto, setembro e outubro de 2017 foram responsáveis por níveis de contratação que não eram vistos pelo menos desde dezembro de 2015. E, segundo Erly, apesar dos resultados dos dois últimos meses do ano, o setor continua acreditando numa recuperação -- com projeção, inclusive, de crescimento superior a 3% este ano. "Esse resultado de dezembro não é para assustar. Esse é mesmo um mês de demissões na indústria, ao contrário do comércio, que contrata. Há um ano atrás, nem falávamos de retomada."