Vou de carro

Sinais de recuperação nos últimos meses do ano


 
O ano de 2017, que começou muito mal para a indústria automobilística, com queda na produção, grande capacidade ociosa nas fábricas e demissão de trabalhadores. Nos últimos meses do ano, entretanto, começou a dar sinais de recuperação.
 
Na semana passada, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que representa mais de 7,4 mil concessionárias do país, registrou no acumulado de janeiro a novembro, o licenciamento de 1.967.392 unidades licenciadas no segmento de automóveis e comerciais leves (furgões e picapes). Esse número é 10% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Só em novembro foram vendidas 197.247 unidades desse segmento, o que aponta um crescimento significativo de 13,66%. Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da entidade, as vendas de novembro confirmam as expectativas de retomada de crescimento neste ano e traz projeções positivas para 2018.
 
Na última quarta-feira foi a vez da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea, que representa os fabricantes, divulgar os resultados do setor até o mês de novembro e os números foram igualmente animadores. De acordo com a entidade, a produção de veículos cresceu 27,1% entre janeiro e novembro na comparação com o mesmo período de 2016. Foram fabricadas 2,46 milhões de unidades entre carros, comerciais leves, caminhões e ônibus. O setor de caminhões, o mais afetado pela crise, teve o melhor resultado dos últimos dois anos, com crescimento de 8,8% em relação ao mês anterior e 44% sobre novembro de 2016.
 
Embora a recuperação da produção esteja relacionada ao mercado interno, foi a exportação que ajudou a superar consideravelmente os números do ano passado. Nos 11 meses de 2017 as exportações cresceram 53,3%, com mais de 700 mil veículos exportados no período. Os emplacamentos de veículos seguem em alta, com crescimento próximo a 13,2% no acumulado do ano.
São números que superam as expectativas tanto da Fenabrave, que representa os concessionários, como da Anfavea, órgão que representa as montadoras. O número de trabalhadores diretos das montadoras subiu muito pouco, em torno de 2,5% em 12 meses, e ainda existem mais de 3 mil funcionários com contratos suspensos (lay-off) ou com redução de jornada e salário por meio do programa PSE do governo federal. Antonio Megale, presidente da Anfavea, lembra que ainda temos uma capacidade ociosa de 45% na indústria e 75% especificamente no setor de caminhões.
 
A entidade que representa os fabricantes acha difícil fazer uma previsão para a situação de 2018, pois assuntos importantes para o setor, como a reforma da Previdência e o novo regime automotivo, chamado de Rota 2030, ainda não foram fechados.
 
Independente das previsões das entidades representativas do setor, várias indústrias automobilísticas têm anunciado investimentos e novos produtos. É o caso da Volkswagen que vai lançar o sedã Virtus logo no início do ano, da Fiat, que já anunciou o seu sedã compacto Cronos e a Toyota que prepara o lançamento do Yaris, que será produzido em sua fábrica de Sorocaba.



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