SOROCABA E REGIÃO

Polícia suspende buscas por mulher desaparecida


 
As buscas pela autônoma Solange Maria da Silva, 38 anos, desaparecida desde o dia 27 de novembro, foram suspensas temporariamente segundo o delegado Acácio Aparecido Leite, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG). A Polícia Civil aguarda novas informações sobre o paradeiro da mulher. Na última quinta-feira (30), o carro que ela ocupava no dia em que desapareceu foi encontrado em um córrego próximo ao rio Sorocaba, na altura do bairro Santo André 2, na zona norte da cidade. Até sábado equipes do Corpo de Bombeiros percorreram o rio em busca de Solange, mas nada foi encontrado.

De acordo com o delegado, policiais agora trabalham na parte de investigação, buscando informações com pessoas próximas à Solange e também com quem tenha visto o momento em que o carro, um Ford Fiesta, teria caído no córrego. "Não podemos ficar subindo e descendo o rio sem novas pistas", disse o titular da DIG. Segundo Leite, todo o quartel do Corpo de Bombeiros estava mobilizado nas buscas. Quem tiver alguma informação sobre o caso deve entrar em contato com a DIG, através do telefone 3224-2160.

A filha de Solange, Gabriela Regina da Silva, 19, conta que aguarda a retomada das buscas e vem mantendo contato com a DIG. "Ainda temos esperança porque o carro estava com os vidros quebrados, então pode ser que ela tenha saído e esteja em algum lugar, mas eu sei que o mais provável é que ela esteja morta." Já o companheiro da mulher desaparecida prestou depoimento e foi liberado. No carro encontrado no córrego foram localizados cinco celulares, que segundo Gabriela, o companheiro de Solange disse que um era dela, dois eram dele e os outros dois ele havia pegado para arrumar. A Polícia Civil, por enquanto, trata o caso como desaparecimento.

O caso

De acordo com o registrado no boletim de ocorrência, Solange saiu com o companheiro durante a madrugada de segunda-feira (27) com destino a um forró. Porém, somente ele voltou para a residência dos dois por volta das 7h. À família, ele argumentou que sofreu um acidente, caindo com o carro em um córrego, do qual não se lembrava do local exato. O homem alegou ainda que conseguiu escapar, mas que Solange ficou presa ao cinto de segurança e desapareceu em seguida.