BRASIL

Pizzaria testa pedidos com cardápio eletrônico




Carolina Santana
carolina.santana@jcruzeiro.com.br

Fazer pedidos por meio de um cardápio eletrônico sem precisar esperar que o garçom venha até sua mesa já não é mais uma tecnologia futurista. Desenvolvido pelo sorocabano Eduardo Rubio, um sistema de cardápio virtual está em teste há aproximadamente seis meses em uma pizzaria da cidade e logo deve ser disponibilizado no mercado.
Na prática, os clientes conseguem acessar as opções oferecidas pelo estabelecimento por meio de um aparelho eletrônico que pode ser um computador, um tablet ou até mesmo um celular. "Se for pelo celular do próprio cliente, um funcionário deve liberar o acesso para que se possa fazer o pedido", comenta Eduardo. Ele explica que os dados ficam armazenados em um sistema conhecido como In cloud, ou seja, nas nuvens.
"O sistema é gerado e gerenciado por um servidor que distribui os sinais via wi-fi. Todo o sistema é feito com base em um banco de dados que fica disponível dentro de uma intranet, dentro da empresa", descreve o desenvolvedor desta tecnologia. O cardápio, porém, só pode ser acessado dentro do estabelecimento.
O pedido é enviado diretamente para a cozinha e o tempo de espera diminui. A tecnologia desenvolvida em Sorocaba deve ser oferecida ao mercado em breve. Foi mais de um ano de trabalho e a ideia era desenvolver algo inédito no mercado. "Hoje já existe a comanda eletrônica e isto é usado em diversos estabelecimentos", diz Eduardo.
Eduardo é profissional autônomo com formação em administração, marketing e processamento de dados. Segundo ele, o programa deve estar disponível para o mercado em agosto. Mais informações sobre o projeto pelo site www.orionsoftwares.com.br.

Fácil visualização

Para o empresário, além de diminuir o tempo de atendimento, há a vantagem do cardápio eletrônico ser versátil e possibilitar modificações de forma mais fácil. "É um jeito interessante e simples de oferecer o cardápio. Qualquer usuário consegue visualizar os produtos mesmo sendo digital", avalia o programador. A exploração comercial do espaço virtual com a publicação de anúncios e propagandas é outra facilidade pontuada por Eduardo.
O investimento médio para ter a tecnologia é de R$ 3 mil, variando de acordo com a quantidade de aparelhos de acessar ao cardápio. "Nós trabalhamos com tablet que custa de R$ 350 a R$ 450 a unidade", adianta o autor do projeto. Para os empresários que optarem por disponibilizar o cardápio aos clientes por meio de aparelhos celulares, o custo é de R$ 150 a R$ 200 por unidade a mais.
Apesar do produto ainda estar em fase de testes, já existem estabelecimentos interessados no programa. "O período de teste é essencial para que a gente faça uma boa inserção no mercado, é uma forma de conhecer bem o produto antes de disponibilizar para venda", diz ele.

Tendência para o futuro

Em testes há dois meses em uma pizzaria da cidade, o cardápio eletrônico é tido como tendência para o futuro. O empresário Roberto Passareli, proprietário da pizzaria, diz que a aceitação pela clientela é boa. No entanto, ele não acredita que a tecnologia substitua o trabalho dos garçons.
"Os mais jovens têm mais facilidade de mexer no cardápio que é bastante explicativo, mas temos muitas pessoas que ainda não se sentem à vontade", argumenta o empresário. Assim, ele acredita que os atendentes continuarão sendo necessários para o serviço mais eficiente. Para ele, a necessidade maior de qualificação será um dos impactos para o setor de bares e restaurantes.
A qualificação de funcionários é uma preocupação do setor. Roberto destaca que os trabalhadores do setor devem procurar uma formação continuada. "Aqui a gente sempre tenta incentivar que eles busquem cursos e se mantenham atualizados sobre as novidades", comenta o empresário.
Atualmente, a pizzaria conta com um computador de prancheta, do tipo tablet. "Normalmente os garçons deixam o aparelho em uma mesa, explicam como funciona e vão atender outra mesa", conta Roberto. Apesar das abservações, o empresário acredita que o cardápio eletrônico será uma realidade dentro de um futuro próximo. "É uma evolução, sem dúvida. Vai trazer mais dinamismo e é uma questão de tempo para que a tecnologia seja levada para outros estabelecimentos", pondera ele.