Cultura

Exposição ‘Vênus neon’ representa a diversidade étnica em faces femininas

Mostra de dez telas do artista plástico Rafael Sudario pode ser vista a partir deste sábado (6)



“Os olhos são maiores, porque são mais expressivos”, comenta Rafael Sudario sobre suas obras – Foto: Divulgação

A diversidade étnica é representada em faces femininas na exposição “Vênus neon”, do grafiteiro e artista plástico sorocabano Rafael Sudario, que será aberta neste sábado (6), às 19h, no coworking Nog102 (rua Nogueira Padilha, 102, Vila Hortência). A exposição fica em cartaz até dia 12, pode ser vista gratuitamente, das 18h às 22h, e marca a inauguração da galeria de arte situada no terraço do coworking, como é chamado o escritório de uso compartilhado.

“Vênus neon” reúne dez telas, de 1 metro x 0,70 centímetros, com retratos de rostos de mulheres, todos pintados com tinta acrílica neon, que brilha quando exposta à luz negra. “Estou trabalhando com essas tintas desde o ano passado. Sempre procuro usar tons mais fortes. E no escuro acaba virando outro trabalho porque provoca outra percepção da obra”, afirma o artista.

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O trabalho artístico de Rafael Sudario obteve grande repercussão em 2015, quando fez em um grande grafite, no bairro Aparecidinha, que retratava a morte do menino sírio-curdo Aylan Kurdi, 3 anos.

Os retratos começaram a ser produzidos em janeiro – Foto: Divulgação

Os retratos da nova exposição começaram a ser produzidos em janeiro e consistem na primeira série do artista que, apesar de acumular uma produção significativa, nunca tinha desenvolvido uma sequência de obras com a mesma temática. “É a primeira vez que minhas telas conversam uma com a outra, tanto pelo tema quanto pelas cores”, acrescenta.

Para compor a série que exalta a beleza feminina e a diversidade étnica, Rafael Sudario recorreu ao seu vasto arquivo digital com referências de retratos, especialmente de pessoas anônimas, feitos por grandes mestres da fotografia como o norte-americano Steve McCurry, autor icônica foto “Menina afegã”, publicada 1984 na capa da revista National Geographic, e do polonês Adam Koziol, que documenta pessoas de tribos tradicionais ao redor do mundo.

As pinturas, no entanto, não são reproduções realistas, mas sim releituras artísticas sob a ótica de Sudario. “Os olhos são maiores, porque são mais expressivos”, comenta o artista, que completou a série inspirada em fotografias duas amigas de Sorocaba: a fotógrafa Nátali Hernandes e a modelo Brenda Belo.

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