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Cultura

Paulo Betti se emociona ao mostrar ‘A fera na selva’ em Sorocaba

O filme estreou nas telonas de Sorocaba e contou com a presença do ator na sala do cinema
Paulo Betti se emociona ao mostrar ‘A fera na selva’ em Sorocaba
Paulo Betti conversa com o público dentro da sala de cinema em Sorocaba. Crédito da foto: Fábio Rogério (17/10/2019)

“Um filme é como um filho que nasce”. A comparação feita pelo ator e diretor sorocabano Paulo Betti traduz o zelo e o apego diante do seu novo longa, “A fera na selva”.

A obra estreou nesta quinta-feira (17) na sala 7 do Cineplay, do Sorocaba Shopping. O filme ficará em cartaz até a próxima quarta-feira (23), às 17h, 19h e 21h.

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Betti promete estar presente em todas as 23 sessões. Não apenas para uma breve fala ao público antes da exibição do filme, mas também, disponível com quem desejar para fotos, conversas e abraços ao final.

Primeiras exibições

As primeiras exibições de “A fera na selva” em Sorocaba, em circuito comercial, ocorreram nesta quinta-feira. A primeira sessão, em virtude do horário pouco convidativo, 17h, atraiu um público modesto de cerca de 30 pessoas, mas suficiente para lotar a sala de emoção. “Estou muito emocionado em poder mostrar esse filme para vocês”, disse.

É que, para Betti, exibir “A fera na selva” na telona em Sorocaba está sendo como trazer da maternidade seu filho recém-nascido e apresentá-lo ao lar onde ele foi concebido. O longa foi rodado inteiramente em Sorocaba, como a Catedral, a antiga Estação Ferroviária, o prédio dos Correios da rua São Bento, a sede Fundec, e em locações da região, como a Floresta Nacional de Ipanema, em Iperó, e a Represa de Itupararanga, em Votorantim.

No entanto, mais do que esses cenários que conectam afetivamente os moradores de Sorocaba à adaptação da novela homônima do britânico Henry James – a história é universal e poderia ser ambientada em qualquer cidade do mundo -, o filme contou com o engajamento de dezenas de sorocabanos. Em 2015, quando reuniu todas as condições necessárias para filmar, Betti fez um chamamento público para que a população local fizesse parte do filme.

Paulo Betti se emociona ao mostrar ‘A fera na selva’ em Sorocaba
Paulo Betti tirou fotos com fãs antes e depois das exibições do filme. Crédito da foto: Fábio Rogério (17/10/2019)

Rostos familiares

Nesta quinta, ao entrar sala de cinema e ver alguns rostos familiares de pessoas que participaram como figurante, Paulo Betti arriscou chamá-los pelo nome. Foi certeiro.

“E a Eliane?”, perguntou um espectador, referindo-se à atriz Eliane Giardini, com quem Betti contracena no filme. Ex-esposa do ator, ela também assina a co-direção do filme. “Ela não veio. É mais reservada, diferente de mim, que vou pra frente… Eu sou maluco, senão não faria isso aqui”, argumenta. O “isso aqui” é justamente a inusitada iniciativa de defender o filme presencialmente, ao longo de uma semana, como um caixeiro-viajante.

Sorocaba não é a primeira cidade onde Betti realiza essa maratona em defesa de seu filme. Desde que encerrou sua participação na novela “Orfãos da terra” da Rede Globo, já levou “A fera” para Santos, Rio de Janeiro e Belém (PA).

Peregrinação

Depois de Sorocaba, o artista ainda viajará com o filme para Brasília (DF), Fortaleza (CE) e Teresina (PI). Isso será feito até que o longa finalmente entre nos serviços de streaming, o que deve ocorrer no início do ano que vem.

“Achei que era momento de acompanhar o filme, porque é igual uma criança que nasce. Antes de nascer, você passa anos sonhando. Faz o filme uma hora vê a cara da criança e pensa como vai por ela no mundo e isso tem que ser devagar. Eu não estou conseguindo largar o filme, essa é a verdade. Estou obcecado e tenho que ficar cuidando dele”, afirma.

De fato, a possibilidade de exibir sua obra em tela grande impõe várias questões de ordem técnica, para que a experiência cinematográfica seja completa. “Será que a temperatura do ar está boa? Será que a porta está totalmente fechada?”, pergunta aos produtores que o acompanham nesta jornada. “Um filme é como um filho. Aos poucos vou conseguir desmamar”, brinca. (Felipe Shikama)

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