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Cultura

Nomes de destaque do jazz contemporâneo são atração no Sesc

Archie Shepp abre programação que segue até sábado, com destaque para a chilena Melissa Aldana
Sesc Jazz
O saxofonista Archie Shepp – Foto: Peter Necessany

Lenda viva do post-pop e um de seus mais talentosos discípulos de John Coltrane (1926-1967), com quem dividiu os palcos nos últimos anos de vida, o saxofonista Achie Shepp se apresenta nesta quarta-feira (29), às 20h, no teatro do Sesc Sorocaba, abrindo o Festival Sesc Jazz. A programação prossegue até sábado (1º) com um panorama da produção contemporânea do jazz, gênero de origem norte-americana cultivado em diversos cantos do mundo e caracterizado pela total liberdade e criatividade.

Archie Shepp virá acompanhado da banda Ritual Trio, com participação especial do percussionista Kahil El Zabar, artista que já colaborou com nomes como Dizzy Gillespie, Stevie Wonder, Nina Simone e Cannonball Adderley. Os ingressos para o show de Shepp estão esgotados, mas para as demais atrações, com valor que varia entre R$ 30 e R$ 50 (inteira) e podem ser adquiridos na Central de Atendimento da unidade (rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade) ou no site www.sescsp.org.br.

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Na quinta-feira (30), a noite será de encontro de guitarristas, o norte-americano Mike Moreno e o brasileiro Guilherme Monteiro. O duo se conheceu em Nova York, onde Moreno já acompanhou nomes como o saxofonista Joshua Redman e o trompetista Wynton Marsalis, enquanto Monteiro tocou com a cantora Luciana Souza e o contrabaixista Ron Carter, além de projetos autorais, como o grupo Forró in the Dark. No Sesc Jazz eles mostram um repertório de composições próprias.

Já na sexta (31), o teatro do Sesc Sorocaba recebe concerto duplo, com o pianista paraibano Salomão Soares e, em seguida, da big band mineira Iconili. Vencedor do Prêmio Mimo Instrumental de 2017 e finalista da competição de piano solo do Festival de Montreux, Salomão Soares começou a tocar sob influência de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca e Hermeto Pascoal. Além de trabalhos de piano solo e em duo com o acordeonista Toninho Ferragutti, Salomão integra o quinteto do guitarrista e compositor sorocabano Guilherme Fanti, que lançou no ano passado lançou o álbum “Casa nova”. Já a big band Iconili, com três discos lançados, tem um repertório diversificado, com elementos de afrobeat, funk, jazz etíope e pitadas de tradição afro-brasileira.

No dia 1º de setembro (sábado), o Sesc Jazz recebe mais dois shows: do guitarrista paulistano Lourenço Rebetez e da saxofonista chilena Melissa Aldana. Nome em ascensão por misturar o jazz contemporâneo às tradições afro-brasileiras, criado sob influências que vão de Gil Evans a Moacir Santos, o guitarrista, arranjador e compositor paulistano Lourenço Rebetez vai mostrar músicas do de seu álbum de estreia intitulado “O corpo de dentro” (2016).

Sem fronteiras

Sesc Jazz
Melissa Aldana conduzirá no Sesc uma aula sobre métodos de transcrição musical – Foto: Divulgação

Fechando a programação com chave de ouro, a saxofonista chilena Melissa Aldana apresentará músicas inéditas que farão parte de seu quinto álbum solo, a ser gravado assim que retornar aos Estados Unidos. Aos 29 anos de idade, ela é considerada o principal nome do jazz em seu país e uma das maiores promessas do sax tenor da atualidade.

Nascida em Santiago e radicada em Nova York desde 2007, Melissa Aldana gravou seu nome na história da música mundial em 2013, ao ser a primeira mulher e a única artista da América do Sul a ganhar o concurso Thelonious Monk International Jazz Competition, em 2013. O cobiçado prêmio foi concedido com aval da banca examinadora de peso, composta por mestres do saxofone como Wayne Shorter, Branford Marsalis e Bobby Watson. “Creio que a linguagem do jazz não tem fronteiras. Por isso é importante para mim motivar e ajudar as pessoas latino-americanas a mostrar que é possível”, diz a artista.

Nesta quarta-feira, das 14h às 16h, Melissa estará no Sesc Sorocaba, onde conduzirá uma aula voltada a interessados com ou sem experiência na área musical. Na atividade formativa que integra o festival, a saxofonista falará sobre métodos de transcrição musical e escuta de gravações e dará dicas sobre como estruturar uma rotina de prática diária de improvisação e composição. Até o fechamento desta edição haviam vagas e os ingressos custam R$ 17 (inteira).

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“Essa é primeira vez no Brasil e primeira vez que trago minha banda a para a América do Sul”, complementa a artista, que estará acompanhada de Sam Harris (piano), Pablo Menares (baixo) e Tommy Crane (bateria). Em sua turnê brasileira, que começa amanhã no Sesc Araraquara e passará pelo Sesc Pompeia (na sexta) e o Blue Note Rio, no Rio de Janeiro, no domingo (dia 30), Melissa tocará temas inéditos que farão parte de seu novo disco, ainda sem título definido. “Vamos tocar muita música nova. Coisas que estamos tocando há um tempo, imaginando nesse próximo disco”, comenta, citando a admiração pela música brasileira, citando nominalmente cantora Maria Rita, o multi-instrumentista Hermeto Pascoal e o cantor e compositor Milton Nascimento.

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