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Cultura Sorocaba e Região

‘Homem-formiga’ invade os cinemas da cidade

Segundo filme do menor super-herói dos quadrinhos da Marvel, “Homem-formiga e a Vespa” é a principal estreia da semana nos cinemas de Sorocaba, que também recebem o longa nacional “Berenice procura” e a comédia romântica japonesa “Oh, Lucy”.

Em cartaz em 11 das 32 salas da cidade, “Homem-formiga e a Vespa” se passa depois dos acontecimentos de “Capitão América: Guerra Civil” e traz uma história que, apesar de se sustentar em dramas familiares, conta com boas doses de humor escrachado, como em “Thor: Ragnarok” e “Deadpool 2” e de ironia como em “Guardiões da Galáxia”.

Scott Lang (Paul Rudd) está no fim da prisão domiciliar depois de roubar o uniforme do Homem-Formiga das mãos do cientista Hank Pym (Michael Douglas) e lutar ao lado do Capitão América (Chris Evans) contra o governo e a tentativa de regular heróis. Lang começa a sofrer consequências de ter explorado o Reino Quântico ao se miniaturizar no fim do longa anterior: ele sente a presença de Janet van Dyne (Michelle Pfeiffer), mulher de Pym e mãe de Hope, que teria se perdido neste universo subatômico. O herói ajuda Hope a resgatar a mãe, enquanto uma nova vilã chamada Fantasma (Hannah John-Kamen) e um empresário (Walton Goggins) tentam roubar a tecnologia de alteração de tamanho.

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Novamente dirigido por Peyton Reed, de “Homem-Formiga” (2015) — que está entre os três longas que menos renderam aos estúdios da Marvel, com US$ 180 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos, a sequência é o primeiro filme do estúdio de super-heróis em que uma heroína ganha o mesmo destaque do herói, tanto na trama, quanto na promoção. “Foi empolgante para mim, mas não sabia que dividiria o título do projeto”, disse a atriz Evangeline Lilly (“Lost”), que vive a personagem Hope van Dyne.

A sequência chega às telonas dois meses após “Vingadores: guerra infinita”, longa que marcou os dez anos da Marvel e mudou radicalmente a trajetória de vários heróis. Em uma década, o estúdio arrecadou US$ 7,2 bilhões (R$ 28 bilhões em valores corrigidos), uma média por filme de US$ 378 milhões (equivalente a R$ 1,5 bilhão).

'Berenice procura': adaptação do romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza - DIVULGAÇÃO‘Berenice procura’: adaptação do romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza – DIVULGAÇÃO

Paralelamente à adaptação dos quadrinhos, a sala 7 do Cineplay, do Sorocaba Shopping, exibe o filme nacional “Berenice procura”. Dirigido por Allan Fiterman, o longa é uma adaptação do romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza, professor de psicanálise por décadas, que estreou na ficção aos 60 anos com “O silêncio da chuva”, livro de 1996.

Desde então, o autor carioca lançou 11 romances, considerados o que há de melhor na literatura policial brasileira da atualidade. Desse conjunto de obras, somente “Achados e perdidos” havia chegado aos cinemas, sob a direção de José Joffily, em 2005. Sexto romance de Garcia-Roza, “Berenice procura”, como nos demais romances, tem as principais ações ambientadas em Copacabana.

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No filme, aliás, o bairro é visto sobretudo a partir do táxi conduzido por Berenice (Cláudia Abreu). A obsessão dela pelo trabalho está associada à ruína familiar. No apartamento de decoração esmaecida, Berenice mal conversa com o marido, o repórter de TV Domingos (Eduardo Moscovis), e se mantém alheia às descobertas do filho adolescente, Thiago (Caio Manhente). Assim como no livro, a adaptação mantém o suspense até o fim e atrai a curiosidade do espectador pelo desfecho dos personagens centrais.

Crítico do jornal Folha de S.Paulo, Naief Haddad elogiou a forma como Fiterman, diretor bem-sucedido na teledramaturgia da Globo, conduz seu elenco, com destaque para Cláudia Abreu, Eduardo Moscovis e a atriz transgênero Valentina Sampaio. “Garcia-Rosa merece mais e melhores visitas do cinema à sua obra, mas o filme de Fiterman já é uma boa notícia”, diz.

'Oh! Lucy', co-producão entre Japão e EUA, é dirigida por Atsuko Hirayanagi - DIVULGAÇÃO‘Oh! Lucy’, co-producão entre Japão e EUA, é dirigida por Atsuko Hirayanagi – DIVULGAÇÃO

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Também na sala 7 do Cineplay, o público pode confeir a comédia romântica “Oh! Lucy”, co-produção entre Japão e Estados Unidos dirigida por Atsuko Hirayanagi. Elogiada pela crítica internacional, o longa conta a história de Setsuko Kawashima (Shinobu Terajima), uma mulher solitária que trabalha em um monótomo escritório em Tóquio. Para sair da rotina, ela decide estudar inglês e, a partir daí, sua vida nunca mais é a mesma.

Durante as aulas, Setsuko descobre sua outra identidade, o alter ego “Lucy”. Enquanto experimenta desejos e situações antes impensáveis, ela precisa lidar com o desaparecimento do seu instrutor John (Josh Hartnett). “A diretora não se esquiva de mostrar as conseqüências negativas das ações de Lucy, mas também não as julga. […] O tempo todo, nós — e ela — não temos certeza se Lucy está se tornando mais ela mesma, ou se transformando em alguém que ela nunca foi destinada a ser”, assinala Kristen Page-Kirby, do Washington Post.

O jogo entre Brasil e Bélgica, pelas quartas de final da Copa do Mundo, será exibido ao vivo, nesta sexta-feira, às 15h, na sala 6 do Cinépolis Iguatemi. O ingresso custa R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada).

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