Cultura

Grupo Entreatus estreia musical ‘A madrinha embriagada’

Trabalho reúne canções e coreografias originais da Broadway, com um elenco composto por 21 atores
Grupo Entreatus estreia musical ‘A madrinha embriagada’
Na montagem, atores interpretam canções originais, que flertam com a estética do jazz das décadas de 1920 e 1930. Crédito da foto: Divulgação

 

Sucesso da Broadway, o espetáculo musical “A madrinha embriagada” ganha uma montagem inédita do grupo sorocabano Entreatus, que estreia nesta quinta-feira (9), às 20h, no Teatro Municipal Teotônio Vilela (TMTV). A curta temporada prossegue até sábado e os ingressos, disponíveis até fechamento desta edição, custam entre R$ 30 a R$ 100.

Com direção geral de Marcello Marra, o espetáculo conta com músicas e coreografias originais da Broadway, que serão apresentadas por um elenco composto por 21 atores, alunos do módulo avançado do curso de teatro musical do Entreatus Núcleo de Artes Cênicas.

A história se passa em 1928 e trata de uma musa do teatro, Janet Van de Graaf, que vai deixar os palcos para se casar com o empresário Robert Martin. Como costume da época, uma madrinha é contratada para cuidar da noiva antes do casamento, nesse caso, Janet é sempre acompanhada por sua madrinha embriagada.

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O dono do teatro, Sr. Feldizieg, e outros personagens não querem que o casamento aconteça. Com a ajuda da corista sem talento, Kitty, Feldizieg contrata um amante argentino, Aldolpho, para atrapalhar a união.

Espiões disfarçados de confeiteiros, uma aviadora, a Sra. Totendale e seu mordomo, além do amigo do noivo são os personagens reunidos no cenário da peça, uma mansão.

Sucesso premiado

Indicada a 13 prêmios e vencedora de cinco Tony Awards em 2006, o Oscar do teatro musical norte-americano, “A madrinha embriagada” foi concebida por Bob Martin e Don McKellar, com música e letra de Lisa Lambert e Greg Morrison.

O espetáculo estreou em 1988, em Toronto, no Canadá, e teve sua primeira montagem na Broadway, em New York, em maio de 2006. De lá para cá, o musical já foi adaptado em diversos países entre eles Inglaterra, Austrália e Japão. No Brasil esteve em cartaz em São Paulo, em 2013.

Foi justamente na última sessão dessa temporada brasileira que Marra e sua esposa, Eliséte Martins, que assina o figurino, assistiram ao musical e, de quebra, puderam conhecer e conversar com a compositora Lisa Lambert.

Desde então, o casal de artistas, que mantém a escola Entreatus, vinha amadurecendo a ideia de adaptar o musical nos palcos de Sorocaba, ato reconhecido por eles como uma tarefa desafiadora.

“Como é um espetáculo bem complexo do ponto de vista de técnica musical e exige maturidade do elenco, a gente decidiu esperar um pouco mais para montar”, comenta Marra.

Longa preparação

Grupo Entreatus estreia musical ‘A madrinha embriagada’
Elenco trabalhou por 14 meses na preparação do espetáculo. Crédito da foto: Divulgação

 

Foram 14 meses de preparação, já que o espetáculo foi trabalhado com os alunos de maneira transversal, por meio de diferentes abordagens, nas disciplinas do curso de teatro musical que explora conceitos como cuidados com colocação vocal, expressão corporal, interpretação cênica e dança e prática de montagem.

Além do enredo do premiado espetáculo, o diretor afirma que a decisão de montar “A madrinha embriagada” também levou em conta o tamanho do elenco que dispunha no momento, cuja faixa etária varia entre 17 anos e 60 anos.

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Marra assinala que diferente de “Mamma Mia”, musical baseado em hits pop da banda sueca Abba que ano passado cumpriu duas temporadas no TMTV, “A madrinha embriaga” tem canções originais, que flertam com a estética do jazz das décadas de 1920 e 1930. “É a verdadeira música tradicional americana. Não é fácil de montar, mas com certeza vai agradar muito quem gosta da Old Broadway”, convida Marra.

Sem fosso, sem banda

Responsável também pela adaptação das canções que foram traduzidas pela sorocabana Cristina Bordinhão, Marcello Marra afirma que adquiriu os direitos do espetáculo de representantes dos produtores da Broadway.

Por limitações técnicas do espaço — o TMTV não possui um fosso, que seria necessário para acomodar uma banda de quase 20 músicos –, as negociações também envolveram a liberação dos playbacks originais, que serão executados na montagem.

Apesar de ser cultuada pelos fãs e elogiada pela crítica especializada como uma das mais divertidas da Broadway, Marra reconhece que a montagem é pouco conhecida do grande público brasileiro frente ao apelo comercial de títulos como “Fantasma da ópera”, “Hair” e “Cats”.

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Para contornar a situação, o grupo teatral apostou na qualidade do espetáculo e na divulgação de maneira criativa e inusitada.Nas últimas semanas, o elenco tem realizado uma série de flashmobs, como são chamadas intervenções feitas de surpresa, na Padaria Real do Alto da Boa Vista.

“A receptividade tem sido muito boa”, comenta Marra, citando que outras ações deste tipo devem ocorrer até sábado, também em outros espaços da cidade.

Após a sessão de estreia desta quinta-feira (10), às 20h, o musical será reapresentado na sexta, também às 20h, e no sábado, com sessões às 16h e 20h. Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente pelo site guichê web ou na bilheteria do TMTV uma hora antes do espetáculo.

Assinantes do Jornal Cruzeiro do Sul pagam meia-entrada mediante apresentação do CruzeiroCard (máximo de seis por assinante). O TMTV fica na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, s/n, no Alto da Boa Vista. (Felipe Shikama)

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