Cultura

Curadoras da 3ª edição do Frestas encontram com artistas locais

Diane Lima e Beatriz Lemos são curadoras da Trienal de Artes do Sesc, que acontece em 2020
Frestas tem encontro com artistas locais
Desde sua 1ª edição, a trienal já apresentou mais de 170 artistas de diversas gerações e origens – Foto: Emidio Marques (10/08/2017)

Curadoras da 3ª edição de Frestas — Trienal de Artes do Sesc Sorocaba, que ocorrerá em agosto de 2020, Diane Lima e Beatriz Lemos participam nesta terça-feira (16) de um bate-papo com artistas, produtores locais e apreciadores de artes visuais. A atividade gratuita acontece das 18h30 às 22h na Sala 1 da unidade (rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade).

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O objetivo da atividade, segundo a carioca Beatriz Lemos, é criar um “ambiente de escuta” e de troca de experiências da equipe curatorial com artistas de diferentes linguagens, naturais e residentes de Sorocaba e região. “É um primeiro passo para a gente conhecer melhor a cidade. Poder ouvir, conhecer as pessoas, as vontades e o que representa a trienal para esse grupo de pessoas”, afirma.

Frestas tem encontro com artistas locais
Diane Lima também participará do encontro – Foto: Rebeca Carapiá/Divulgação

Além de Beatriz e da baiana Diane Lima, também faz parte da equipe curatorial o paulistano Thiago de Paula Souza. Esta é a primeira vez que a Trienal de Artes possui uma curadoria coletiva. A equipe de jovens curadores brasileiros da próxima edição foi anunciada pela equipe do Sesc Sorocaba no final do mês passado. A escolha, segundo a unidade, envolveu discussões com diversos profissionais na cidade de Sorocaba. “A equipe selecionada demonstrou muita interlocução, escuta e pesquisa iniciada em temáticas e preocupações já abordadas nas programações do Sesc em seus diversos programas, dentro das variadas linguagens artísticas e valores sociais”, disse a instituição.

Frestas tem encontro com artistas locais
Ideia é criar um ambiente de escuta, diz a curadora Beatriz Lemos – Foto: Julia Franco Braga / Divulgação

Beatriz Lemos assinala que essa primeira roda de conversa com a comunidade local é uma das diretrizes definidas pelo trio de curadores e visa pensar a trienal de maneira coletiva e plural, invertendo a tradicional “lógica vertical e colonizadora”, que seria a de definir o que deve ou não ser mostrado ao público do interior. “Queremos seguir uma lógica mais horizontal, construída no diálogo e não de maneira impositiva”, comenta.

Primeira vez

Apesar de se conhecerem e se admirarem mutuamente por pesquisas e trabalhos do meio acadêmico e artístico, esta é a primeira vez que os três curadores trabalham juntos. Beatriz destaca que o mote curatorial da próxima trienal ainda não está definido, mas possivelmente fará conexões com conceitos de territorialidade e pertencimento. Por essa razão, assinala, o trio planeja estreitar as relações com Sorocaba, por meio de visitas regulares a Sorocaba e cidades da região. “Queremos pensar em temas como o território de Sorocaba, história e memória, sociedade, sociabilidade e dinâmicas sociais no espaço, então é uma das nossas prioridades ter uma relação mais estreita com o local”, acrescenta.

Frestas tem encontro com artistas locais
A edição de 2017 teve como tema “Entre pós-verdades e acontecimentos” – Foto: Júlia Franco Braga/Divulgação

Desde sua 1ª edição, a trienal já apresentou mais de 170 artistas de diversas gerações e origens, em diferentes contextos curatoriais e recortes programáticos. Seu leque abrangente de participantes permite constituir um intercâmbio entre artistas locais, regionais e internacionais e promover instâncias dialógicas com diversos profissionais da área, como curadores, pesquisadores, professores, agentes e demais profissionais da cultura. A primeira trienal ocorreu em 2014, sob curadoria geral do catarinense Josué Mattos, sob o mote “O que seria do mundo sem as coisas que não existem?”. Em 2017, a segunda edição teve o título de “Entre pós-verdades e acontecimentos”, com curadoria da carioca Daniela Labra.

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