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Cultura

Encontro lembra os 60 anos da bossa nova

Daniela Jacinto – daniela.jacinto@jornalcruzeiro.com.br

O cantor, compositor e violonista Carlos Lyra e o musicólogo, jornalista, radialista e produtor musical Zuza Homem de Mello realizaram na noite desta sexta-feira (6), no auditório do jornal Cruzeiro do Sul, um bate-papo permeado por canções marcantes da bossa nova, como parte das ações comemorativas de 60 anos desse gênero musical. O evento teve participação do violonista Cláudio Lyra, sobrinho de Carlos. Dando continuidade à celebração, Lyra e Marcos Valle farão show neste sábado (7), às 18h, no Parque Carlos Alberto de Souza, no Campolim. Gratuito e aberto a todos os interessados.

Intitulado “Encontro com a bossa nova”, o bate-papo desta sexta-feira (6) abordou a história desse gênero musical, relembrou as principais canções e como foram feitas, e ainda o público ganhou de presente alguns detalhes de bastidores. Entre eles, Zuza lembrou que “Maria ninguém”, de Carlos Lyra, era a música preferida de Jacqueline Kennedy (esposa do 35º presidente dos Estados Unidos) e também da atriz francesa Brigitte Bardot. “Carlos Lyra é o grande melodista da música popular brasileira de todos os tempos”, afirmou Zuza, pesquisador que acompanhou e registrou o surgimento da bossa nova no Rio de Janeiro.

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Carlos Lyra foi um dos músicos que deu início à bossa nova e que mais tarde lutou para que ela tivesse um caráter mais popular e nacionalista, deixando de lado as influências do jazz norte-americano para propor a reaproximação com sambistas de morro. “Percebi que havia muita influência de fora na bossa nova e isso não tem nada a ver com a nossa música, aí mexi com isso”, disse, em entrevista ao jornal Cruzeiro.

Zuza comentou que a bossa nova é um gênero musical que continua vivo. Como exemplo, citou um show que teve há dois meses no Sesc Pinheiros, com João Donato, Carlos Lyra, Roberto Menescal e Marcos Valle. “Estava totalmente tomado, durante as três noites. Tudo vendido. E quando abriram as cortinas para o início do show, apareceram os quatro e o público não parava de bater palmas. Isso mostra a grandeza da obra”, disse, acrescentando que na ocasião foram apresentadas novas composições.

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Zuza afirmou que a bossa o atrai porque “é a maior revolução da música brasileira até hoje”. “Essa é a música brasileira aos olhos do mundo, antes os estrangeiros só conheciam duas músicas nossas: “Tico tico no fubá”, de Zequinha de Abreu, e “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso. A partir da bossa nova, a música popular brasileira se tornou universal, seu ritmo e melodia é o frescor mais novo que já aconteceu”, considera.

As atividades de sexta e de sábado fazem parte da 13ª temporada do projeto Metso Cultural, organizado pela MdA International, com patrocínio da empresa Metso, por meio de Lei Rouanet.

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