Vida saudável

Início de atividade física requer avaliação profissional

Orientação é passar por cardiologista e ser acompanhado por um educador físico
Para quem busca uma rotina de exercícios físicos, o ideal é começar com a atividade três vezes por semana. Crédito da Foto: Emídio Marques / Arquivo JCS (5/6/2018)

Além de uma avaliação cardiológica prévia, quem decide iniciar uma rotina de atividades físicas também deve buscar orientação nutricional e acompanhamento de profissional da área de Educação Física. O médico especialista em ortopedia e traumatologia Luiz Angelo Vieira reforça que para pessoas com patologia osteomuscular a avaliação do sistema musculoesquelético também é importante.

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Vieira destaca que é importante levar em conta a idade da pessoa e o tipo de exercício escolhido. “A prevenção de lesões vem desde qual prática esportiva foi a escolhida, a utilização dos equipamentos e trajes apropriados, bem como orientação de um profissional da área”, frisa o médico. Pessoas com lesões prévias, destaca Vieira, submetidas a algum procedimento ou tratamento anterior, precisam de um protocolo orientado pelo próprio médico, detalhando quais tipos de exercícios poderão ser praticados para que não ocorram quaisquer agravamentos.

O professor de educação física Luis Gustavo Nunes também recomenda a avaliação cardíaca antes do início de exercícios físicos. “Se a pessoa já tem um histórico de lesões musculoesqueléticas, também costumo solicitar uma avaliação com especialista. Assim sabemos o grau dessa lesão e qual exercício é mais recomendado.” O personal trainer também explica que atividade física é diferente de exercício físico. No primeiro caso, segundo Nunes, trata-se de uma atividade que não é sistematizada, esporádica, como a caminhada livre no parque no fim de semana, por exemplo. Já o exercício físico, conta, é programado, seguindo uma rotina de treino a ser cumprida.

Para quem busca uma rotina de exercícios físicos, o professor recomenda que se inicie com pelo menos três vezes por semana, aumentando gradativamente quando suas capacidades físicas estejam mais evoluídas. Nunes também afirma que independente do esporte escolhido, o trabalho de fortalecimento muscular, seja específico ou geral, é essencial para aguentar que o praticante consiga trabalhar com as sobrecargas que o esporte exige.

Caminhadas e corridas

Segundo o ortopedista e traumatologista, o tipo de calçado ideal para corridas e caminhas pode ser avaliado através da fotopodobarometria, um exame onde se analisa o tipo de pisada: neutra, pronada ou supinada. A utilização de um tênis adequado, conta Vieira, minimiza a sobrecarga mecânica inadequada e consequente dor nos pés ou joelhos. “Importante salientar que a forma anatômica dos pés e joelhos influenciam no padrão de marcha”, afirma o médico.

Ele também destaca que é possível analisar o tipo de pisada observando a sola de um tênis antigo. Quando a sola está com um desgaste uniforme evidencia que a pessoa tem a pisada neutra. Caso o desgaste seja maior na parte interna da sola, caracteriza-se a pisada pronada. Se o desgaste for maior na parte externa trata-se de pisada supinada.

Independente do tipo de pisada, idade e intensidade do exercício, o personal trainer recomenda uma assessoria esportiva voltada para corrida. “O professor vai saber avaliar cada indivíduo e por onde ele deve começar”, destaca Nunes. O início das atividades, relata, primeiramente devem ser educativas e de apresentação e depois a técnica é aprimorada, até que se consiga percorrer os primeiros quilômetros. (Larissa Pessoa)

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