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Merenda escolar protege contra as doenças crônicas, diz estudo

Merenda escolar protege contra as doenças crônicas, diz estudo
Alimento servido nas escolas pode reduzir hipertensão e hiperglicemia. Crédito da foto: Divulgação / Sedu Amazonas

Adolescentes que consomem alimentos fora de casa apresentam menos propensão a desenvolver hiperglicemia e hipertensão arterial, comparados a jovens que fazem as refeições em casa. Uma explicação está no fato de a maioria dessas refeições ser feita na escola, sobretudo pelos alunos da rede pública de ensino. É o que mostra estudo desenvolvido por pesquisadores de duas universidades estaduais, do Ceará e do Rio de Janeiro, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para investigar a relação entre o consumo de alimentos fora de casa e a propensão de adolescentes a desenvolver doenças crônicas, os pesquisadores utilizaram dados do Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica). A pesquisa analisou 36.956 estudantes de 12 a 17 anos em municípios com mais de 100 mil habitantes, de todas as regiões brasileiras. Eles foram pesados e tiveram a estatura medida, para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Aferição da pressão arterial, exames de sangue e um recordatório alimentar — o que haviam consumido nas últimas 24 horas e onde haviam feito essas refeições — completaram os dados.

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O consumo de alimentos fora de casa foi citado por 53,2% dos adolescentes, sendo maior entre aqueles que estudavam em escolas privadas (62,5%). No entanto, considerando apenas a alimentação realizada na escola, a frequência do consumo foi três vezes maior entre os estudantes da rede pública (61,7%) na comparação com os da rede privada (21,4%).

“O ambiente escolar é uma grande oportunidade para o desenvolvimento da alimentação saudável desde a infância”, diz a principal autora do artigo, Suelyne Rodrigues de Morais, que completa: “A merenda escolar, além de fornecer nutrientes importantes, pode auxiliar na introdução de novos alimentos, muitas vezes desconhecidos pelos estudantes, seja por falta de acesso ou simplesmente por não fazer parte do hábito alimentar da família”. (Agência Brasil)

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