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Hospital da Unimed tem recorde de transplantes em duas semanas

Foram transplantados quatro rins e dois fígados, em procedimentos de alta complexidade
Hospital da Unimed tem recorde de transplantes em duas semanas
Os transplantes de rim feitos no hospital são cobertos por planos de saúde; os de fígado, pelo SUS. Crédito da foto: Fábio Rogério / Arquivo JCS (3/6/2019)

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), a quantidade de transplantes de órgãos caiu 40% desde que a pandemia da Covid-19 atingiu o país. Por outro lado, o Hospital Dr. Miguel Soeiro (HMS), pertencente à Unimed Sorocaba, registrou a sua maior marca de transplantes em uma única quinzena (6 a 17 de julho), quando realizou quatro de rim e dois de fígado.
Em um dos casos, os rins e fígado de um mesmo doador foram transplantados em dois pacientes internados no HMS. Essa coincidência é rara, de acordo com os especialistas.

Conforme conta o presidente da Unimed Sorocaba, José Francisco Moron Morad, a marca é vista como uma grande conquista. Primeiramente, porque proporcionou o aumento de sobrevida e da qualidade de vida desses seis receptores e, depois, porque mostra como a instituição está preparada para a realização de seis procedimentos dessa natureza, considerados de alta complexidade. “É necessário ter um quadro de cirurgiões, anestesistas e equipes de enfermagem muito bem capacitados, além de uma infraestrutura hospitalar complexa, que vai desde quartos com pressão negativa (capazes de, praticamente, zerar o risco de possíveis infecções pós-cirúrgicas) e de uma UTI robusta, tanto em termos de recursos humanos quanto tecnológicos”, explica Moron.

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Qualidade de vida

Hospital da Unimed tem recorde de transplantes em duas semanas
Presidente da Unimed Sorocaba, médico José Francisco Moron Morad. Crédito da foto: Divulgação / SZS

Os transplantes de rim são cobertos pelas operadoras de planos de saúde, conforme regulamentação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), enquanto os de fígado, realizados no HMS, são feitos via Sistema Único de Saúde (SUS).

Para a nefrologista responsável pelos transplantes renais do HMS, Milene Cristina Devito Guilhem, os quatro transplantados passam bem. Segundo ela, nem todos os pacientes que precisam de diálise podem receber um novo órgão. “Os estudos demonstram que somente entre 25% e 30% deles reunirão condições clínicas para serem transplantados. Porém, quando isto é possível e após a recuperação completa, a qualidade de vida aumenta enormemente”, observa.

Os transplantes hepáticos do HMS são coordenados pelo cirurgião Renato Hidalgo e, até o momento, já foram realizados 201 desses procedimentos na instituição.

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A Unimed Sorocaba realiza transplantes de córnea, fígado, fígado-rim, medula óssea autólogo, medula óssea alogênico, coração, ósseo (tecnicamente denominado tecido ósteo-condro-fáscio-ligamentoso), rim intervivos e rim de doador falecido.

Os números dos transplantes de medula, cujo responsável é o hematologista Robenilson Souza, também são expressivos: 252 autólogos e 20 alogênicos.

A causa da diminuição dos transplantes no Brasil, apontada pela ABTO, deve-se ao fato de os pacientes e doadores (no caso de transplante entre vivos, como alguns de medula, por exemplo) estarem com medo de se contaminar com o novo coronavírus. Além disso, ainda de acordo com a associação, há falta de leitos e de voos para transportar órgãos.

A redução no número de transplantes começou a acontecer desde o primeiro óbito pela Covid-19 identificado no país, em 17 de março. Até o último dia 14 de junho, segundo a Coordenação Geral do Sistema Nacional de Transplantes (CGSNT), a queda no número de transplantes de rim, fígado, pâncreas, coração e pulmões foi de 43%, em média. (Da Redação)

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