Cuide-se Guia Saúde

Dores que atingem metade da população têm cura

Dores que atingem metade da população têm cura
Dr. Bernardo Silveira. Crédito da foto: Divulgação

A dor crônica, aquela que ocorre além de três meses do evento que a ocasionou, passa a ser considerada como uma doença por si só, segundo define a Organização Mundial da Saúde (OMS). A cada grupo de dez brasileiros, de três a quatro convivem com dores crônicas, muitas vezes desinformados de que toda dor tem tratamento e muitas vezes até mesmo cura.

Há, ainda, os que equivocadamente se convencem do fato que sentir dor pode ser um castigo a se enfrentar pelo resto da vida. Essa situação preocupante acontece também em Sorocaba e região, segundo relatam os médicos anestesiologistas da DorClin Medicina da Dor, Bernardo Augusto da Silveira e Fabio Prieto. “Sem saber dos especialistas que podem ajudar, as pessoas se tornam escravas da dor. Muitas passam os dias deitadas ou sentadas, chegam a deixar de se alimentar e permanecem com a higiene pessoal prejudicada e muito mais”, explicam.

Sempre há tratamento para amenizar consideravelmente praticamente todo tipo de dor: as de cabeça, dentre elas as terríveis enxaquecas; também as feridas abertas que não cicatrizam, causadas pela má circulação sanguínea ou o diabetes; queimaduras graves, ferimentos e traumas ósseos provocados por acidentes; dores nas articulações, como nos cotovelos, ombros, joelhos, quadris, dentre outras. “O resultado é muito satisfatório, possível de se obter sem internações ou cirurgias. A depender da situação, encaminhamos para o médico da doença que dá origem à dor (um ortopedista, por exemplo) e, quando o paciente retorna, definimos um tratamento mais eficaz para aquele caso de dor em particular”, explica dr. Prieto.

Leia mais  Método à base de clorofila protege o rim em tratamentos oncológicos

Coluna e câncer

A maior parte dos pacientes de Sorocaba e região que chega à DorClin sofre com dores na coluna. “Justamente a dor que mais atinge a população mundial”, comenta o dr. Silveira. Há três situações que causam esse tipo de dor: problemas nos discos intervertebrais, nas articulações entre as vértebras e a chamada dor postural, principalmente na região cervical pelo abuso no uso do celular. Todas elas podem, e devem, ser tratadas. “Dor crônica integra o conceito de dor total: prejudica o psicológico, o físico e a espiritualidade do indivíduo, que deixa de ter uma vida social adequada”, avaliam os médicos.

Os que estão enfrentando o câncer também se confortam do sofrimento com o auxílio dos médicos intervencionistas em dor. “A radioterapia e a quimioterapia costumam apresentar reações dolorosas. 70% dos pacientes com diagnóstico de câncer vão sentir dor em algum momento da doença, quer seja relacionada ao diagnóstico (biópsias podem ser dolorosas), aos tratamentos (pós-cirurgia, quimioterapia ou radioterapia) e à fase avançada da doença (invasão de outros órgãos, músculos, ossos e outros tecidos)”, observa Prieto. “Até mesmo as dores enfrentadas por quem se encontra em estado terminal de vida devem ser amenizadas”, diz o dr. Silveira, que destaca, ainda, que em torno de 33% dos pacientes que já tiveram câncer ou que estão em tratamento da doença podem apresentar dor de forte intensidade.

Leia mais  Câncer infantil tem cura em 80% dos casos

Sem cirurgia

Existem situações em que o tratamento intervencionista da dor, combinado com outros cuidados, ajuda aqueles pacientes aos quais são indicadas cirurgias, mas, por algum motivo, não existem condições de realizá-las. “É possível dar condição clínica aos pacientes para que possam se submeter à reabilitação física. Sem dor, o paciente faz fisioterapia e exercícios que resolvem o problema na coluna até que sejam reabsorvidas as hérnias, inclusive as grandes”, declara Bernardo da Silveira.

Fabio Prieto cita que o tratamento da dor ainda atende os pacientes que correm risco de morte, se submetidos a uma cirurgia de grande porte (cirurgias na coluna vertebral e nas grandes articulações, como ombros, quadris e joelhos), no caso das ortopédicas ou cirurgias oncológicas; cirurgias intra-abdominais e neurocirurgias, por exemplo.

Para eliminar a dor

Dores que atingem metade da população têm cura
Dr. Fábio Prieto. Crédito da foto: Divulgação

Os médicos com área de atuação em dor dispõem de diversos recursos medicamentosos ou físicos, como aparelhos de radiofrequência, laser ou eletromagnéticos, para abordar a origem da dor exatamente nas terminações nervosas responsáveis pelo problema. Na DorClin, os anestesiologistas trabalham com equipe multidisciplinar, integrada por ortopedistas nas várias especialidades, reumatologistas, nutrólogos, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos, com o objetivo de garantir qualidade de vida, podendo eliminar a dor sem necessidade de mais medicamentos, ou fazendo a prevenção para que a dor não retorne ou, ainda reduzindo-a a níveis muito menos intensos do que antes do tratamento.

O dr. Prieto esclarece que há três etapas no tratamento (três degraus segundo a OMS), podendo ser a abordagem de tratamento intervencionista, que é indicado na terceira fase, já na primeira delas, a depender da situação e da reação do organismo de cada paciente. A consulta médica começa pela análise para conhecer o tipo e a intensidade da dor e há quanto tempo o paciente convive com ela, incluindo avaliação física, histórico clínico, exames de imagem e, se necessário, exames complementares mais específicos, como eletroneuromiografia, cintilografia óssea, ressonância nuclear magnética, tomografia computadorizada e até mesmo a termometria, que utiliza termo visores de alta performance (avaliam a energia infravermelha emitida pelo corpo), mostrando os tipos de lesões e onde elas estão localizadas.

Leia mais  ‘Vida perfeita’ das redes pode afetar a saúde

Com o diagnóstico correto, fica definido o tratamento mais adequado, que poderá ser clínico medicamentoso com reabilitação física ou com um pool mais avançado de terapias. (Da Redação)

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (15) 3229-0332, WhatsApp: (15) 99180-0702 ou e-mail: recep.dorclin@apice.med.br.

Comentários