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A importância de manter o exercício físico em tempos de pandemia

Artigo escrito por Aline Alcoforado dos Santos, Carla Martins Crivellaro, Graziele de Melo Silva e Thaís de Oliveira Paes
A importância de manter o exercício físico em tempos de pandemia
Crédito da foto: Divulgação / Uniso

Aline Alcoforado dos Santos, Carla Martins Crivellaro, Graziele de Melo Silva e Thaís de Oliveira Paes

A pandemia decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) decorrente da rápida disseminação do coronavírus (SARS COv-2), causador da doença Covid-19, colocou em estado de emergência a saúde pública mundial. No Brasil, a transmissão comunitária pelo vírus foi reconhecida em 20 de março de 2020, pelo Ministério da Saúde (MS). Com isso, ações como o distanciamento social e a Lei de quarentena, aprovada pelo decreto 356 (Lei nº 13.979), foram colocadas em prática como tentativa na redução do contágio.

Perante esta turbulência, o mundo precisou parar. Fronteiras entre países foram fechadas, aeroportos ficaram sem passageiros, academias e escolas ficaram sem alunos, bancos sem clientes, comércio sem consumidores e entretenimento (bares, restaurantes, cinemas, teatro, shows, clubes) sem público. Pois é, quando imaginaríamos passar por essa situação em pleno século 21? Nós nos tornamos expectadores do nosso próprio confinamento e em nossas próprias casas.

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Com tantas indefinições ligadas à vida social e econômica, angústia pelo extenso tempo de isolamento social num mundo complexo e caótico, não poderia ter um desfecho diferente do que acúmulos de agravos em pacientes que sofrem de doenças crônicas, inatividade, dores e tensões musculares, aumento do sedentarismo, além da fragilização da saúde mental.

Um dos aspectos positivos que a pandemia trouxe foi a aceleração do progresso tecnológico. Com isso, os profissionais da área de saúde tiveram que se ressignificar e se reinventar para colocar o navio no prumo novamente e, assim, estimular, orientar e engajar a população, por meio de vídeos postados em plataformas de compartilhamento (YouTube) e redes sociais (Instagram e Facebook), a praticar exercícios físicos em suas próprias casas, muitas vezes até em tempo real por meio de lives.

A prática de exercícios físicos promove inúmeros benefícios ao nosso organismo, além da regulação e liberação de hormônios, como: a adrenalina, que libera energia para os músculos do nosso corpo durante o exercício, acelera o metabolismo e a queima de gordura; a endorfina, que aumenta a disposição física e mental, aumenta a resistência do sistema imunológico e está intimamente ligada à sensação de bem-estar, sendo um forte aliado para os pacientes que sofrem de ansiedade e depressão; glucagon e insulina, que ajudam na captação de glicose por meio dos músculos, reduzindo assim os níveis de insulina no sangue, nesse caso um paciente potencialmente beneficiado é o diabético; e o hormônio do crescimento (GH), que é um forte agente na queima de gordura e redução de peso.

A correta prescrição de exercícios, feita por um profissional ético, prudente, responsável e qualificado, é considerada um poderoso tratamento não medicamentoso e, melhor ainda, sem efeitos adversos. Como todo tratamento, se faz necessário estabelecer a duração (tempo de treino), a frequência (quantas vezes na semana), a intensidade (carga) e tipo de exercício (aeróbico, força, equilíbrio etc). A periodicidade de treino com técnicas diversificadas, como pilates, crossfit, treinos funcionais, entre outros garante fortalecimento muscular, aumento da densidade óssea, aumento da flexibilidade e elasticidade, melhora do condicionamento cardiopulmonar, coordenação motora e equilíbrio, melhora da postura, redução de colesterol e doenças crônicas como hipertensão arterial.

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É preciso considerar a necessidade de se manter ativo. Busque as melhores condições para a prática de exercícios físicos em sua residência sob orientação de um profissional de forma online. Quando tudo isso passar, você precisará de saúde para seguir em frente. Movimente-se!

Aline Alcoforado dos Santos, coordenadora e professora do curso de Fisioterapia da Uniso, doutoranda em Educação na Uniso e mestra em Saúde da Mulher pela Unimep; Carla Martins Crivellaro, professora do curso de Fisioterapia da Uniso e mestranda em Educação em Saúde na PUC/SP; Graziele de Melo Silva e Thaís de Oliveira Paes, alunas do curso de Fisioterapia da Uniso. E-mail: aline.santos@prof.uniso.br.

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