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Prevenir é o melhor remédio contra o câncer de próstata

Prevenir é o melhor remédio contra o câncer de próstata
Crédito da foto: Divulgação

O câncer de próstata ocupa a segunda posição no País entre os tipos de tumores malignos de maior incidência entre os homens. Fica atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Na região Sudeste, estima-se que o índice seja de 63,94 a cada 100 mil habitantes, conforme aponta o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O câncer de próstata afeta uma pequena glândula — do tamanho de uma noz — localizada dentro da virilha, responsável pela produção do líquido seminal. “É uma doença muito comum na população masculina, principalmente nos homens a partir dos 60 anos e, hoje em dia, é classificada em três riscos: baixo, intermediário e alto”, aponta a médica Cláudia Grandino Latorre Palma, oncologista clínica que atende no Hospital Evangélico de Sorocaba (HES).

A boa notícia é que a enfermidade tem cura. O diagnóstico positivo não significa que o paciente terá sua qualidade de vida comprometida. “Não é porque a doença foi diagnosticada que o paciente vai precisar de um tratamento mais agressivo ou que virá a falecer desse câncer. Existem cânceres de próstata que são indolentes, de crescimento lento e que o homem pode conviver com isso, tratando adequadamente como se fosse uma doença crônica”, comenta a dra. Cláudia.

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O médico Daniel Elpídio, urologista que também atende no Hospital Evangélico de Sorocaba, explica que o movimento Novembro Azul é importante porque leva à conscientização da população masculina, permitindo a prevenção da enfermidade. “A iniciativa pioneira quebrou o paradigma de que o homem procurar cuidado médico é sinal de fraqueza. Hoje, o movimento não fica mais restrito ao mês de novembro. Há um empenho, principalmente das famílias, em encorajar os homens a procurar a prevenção contra o câncer de próstata e diagnosticar suas manifestações ao longo de todo o ano”, enfatiza o especialista.

De acordo com o Instituto Oncoguia, o câncer de próstata vai se tornando mais comum com o aumento da idade, sendo 62% dos casos diagnosticados em homens com 65 anos ou mais. Por isso, é fundamental a visita periódica ao urologista. É recomendável que a consulta e os exames clínicos aconteçam, pelo menos, uma vez por ano, a partir dos 40 anos.

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A dra. Cláudia chama a atenção para o fato de o câncer de próstata poder ser assintomático. “O paciente pode não apresentar nenhum sintoma, já que a doença cresce na periferia da glândula e, às vezes, não causa nenhuma alteração urinária. Assim, a detecção exata só é possível por meio dos exames diagnósticos”, adverte. (Da Redação)

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