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Oftalmológico atende pacientes por meio de consultas virtuais

Oftalmológico atende pacientes por meio de consultas virtuais
Oftalmologista Nicolas Pereira: priorizar os casos mais urgentes. Crédito da foto: Divulgação / BOS

A pandemia de coronavírus impactou diretamente as doações e transplantes de órgãos. A situação gerou queda significativa, principalmente, no número de captações de córneas e de transplantes realizados em todo o Brasil.

A drástica redução nos números é reflexo de uma determinação conjunta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde, segundo medidas preventivas à Covid-19. Os órgãos ordenaram a suspensão da busca ativa e captação de tecidos em doadores falecidos por parada cardiorrespiratória. Manteve-se apenas a retirada de tecidos oculares e pele de falecidos por morte cerebral. Além disso, os transplantes de córnea e tecidos musculoesqueléticos estão sendo realizados somente em casos urgentes.

Para mitigar essa situação, o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) – Hospital Oftalmológico implantou em 11 de maio o sistema de teleconsultas para acompanhamento de pacientes em pós-operatório e identificação de possíveis casos para a cirurgia.

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Neste momento, são priorizados os atendimentos de pacientes em pós-operatório que não puderam receber auxílio presencial por conta da quarentena. Também há preferência às avaliações de pessoas na fila de espera para o procedimento cirúrgico, informa o médico oftalmologista e chefe do setor do Córnea do BOS – Hospital Oftalmológico de Sorocaba, Nicolas Cesario Pereira. “A principal ideia é identificar o paciente que precisa de avaliação urgente e presencial; ou se ele necessita de avaliação presencial, mas pode aguardar algumas semanas; ou, ainda, se não possui urgência e pode esperar passar a pandemia para ser atendido presencialmente”, detalha.

Telemedicina

As consultas virtuais são semelhantes às presenciais, com acompanhamento do quadro do paciente, monitoramento de exames, emissão de laudos e prescrição de receitas pelo oftalmologista. A única diferença é a impossibilidade de examinar fisicamente os pacientes. Em alguns casos, as pessoas impossibilitadas de ir ao hospital, por residirem em outras cidades ou Estados, são orientadas a buscar atendimento com os especialistas locais, afirma Nicolas. O acesso pelo paciente é muito simples e a equipe do BOS entra em contato para efetuar os agendamentos e passar todas as orientações aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes de convênios e particulares que tenham interesse no teleatendimento podem acessar o site: www.bos.org.br, na janela Agendamento.

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Além disso, as medidas para assegurar a saúde dos pacientes contemplam a busca de alternativas para tratamento de doenças da córnea. Dentre as soluções, estão: adaptação de lentes de contato, implante de anel intracorneano e crosslink (uso de radiação ultravioleta associada à substância riboflavina, para fortalecimento biomecânico da córnea).

Em 2019, a média de transplantes de córneas realizados no Estado de São Paulo foi de 262 mensais. Em abril deste ano, contudo, todo o Estado realizou apenas 26 desses procedimentos. Mantendo esses números, a fila de espera, que no BOS não passava de três meses e no Estado chegava a, no máximo, um ano, pode voltar a passar de cinco anos. “Antes da pandemia, pessoas de diversas cidades e Estados brasileiros procuravam o BOS para transplantes, justamente devido à agilidade no processo”, lembra Edil Vidal de Souza, superintendente do BOS – Hospital Oftalmológico de Sorocaba. (Da Redação)

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