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Neurologia

Risco de problemas neurodegenerativos é maior em ex-jogadores de futebol

A lista inclui as doenças de Alzheimer ou Parkinson
Risco de problemas neurodegenerativos é maior em ex-jogadores de futebol
O estudo destaca, assim, uma menor mortalidade de ex-jogadores de futebol antes dos 70 anos, mas maior acima dessa idade

Um estudo apresentado nesta segunda-feira (21) em Londres e realizado com ex-jogadores profissionais de futebol escoceses mostrou que eles têm três vezes e meia mais chances de morrer de uma doença neurodegenerativa, como Alzheimer ou Parkinson, que o resto da população.

Os registros médicos de 7.676 jogadores entre 1900 e 1976 na Escócia foram comparados com os de 23 mil pessoas de uma amostra geral da população nesse estudo realizado pelo médico Willie Stewart, da Universidade de Glasgow.

No estudo conclui-se que há “cinco vezes mais risco de desenvolver Alzheimer, quatro vezes mais para uma doença do neurônio motor e duas vezes mais para Parkinson no caso de um ex-jogador de futebol profissional que na população em geral”, aponta o informe.

Doenças comuns

Por outro lado, ex-atletas correm menos riscos de morrer de outras doenças comuns, como problemas cardíacos ou alguns tipos de câncer, como o de pulmão.

O estudo destaca, assim, uma menor mortalidade de ex-jogadores de futebol antes dos 70 anos, mas maior acima dessa idade. “Embora devam-se realizar esforços para identificar os fatores que contribuem para esse risco maior de doença neurodegenerativa e para reduzi-los, há também potenciais benefícios mais amplos ligados à prática do futebol que devem ser levados em conta”, estima Stewart.

“O estudo não determina se são os choques sofridos pelos jogadores profissionais, a gestão das concussões, o jogo de cabeça, o estilo de jogo (…) ou o modo de vida pessoal dos jogadores ou outros fatores” que estão na origem dessa divergência estatística, indica a Federação Inglesa, impulsora do estudo, em um comunicado. (AFP)

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