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Doação de órgão

Número de doadores de órgãos no CHS cresce mais de 70% em um ano

CHS realizou em 2018 a captação de órgãos em 24 doadores, um crescimento de 71,4% na comparação com o ano anterior
CHS possui estrutura especializada para cuidar dos trâmites das doações de órgãos. Crédito da foto: Erick Pinheiro (18/07/2018)

O Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) realizou em 2018 a captação de órgãos em 24 doadores, o que representou crescimento de 71,4% na comparação com o ano anterior. Em 2017, de acordo com a instituição, foram captados órgãos em 10 doadores a menos. Divulgado pelo Seconci, organização social que administra o CHS desde 1º de novembro de 2018, o balanço leva em conta o volume de doadores e não de órgãos captados porque cada paciente pode render diversos órgãos e tecidos do corpo. As informações foram dadas pelo gerente executivo do CHS/Seconci, Agnaldo Carlesse.

De acordo o Seconci, os órgãos que podem ser doados são os rins, fígado, coração, pulmão, intestinos, pâncreas e tecidos como córneas, ossos, pele, músculos e vasos. Os órgãos doados são destinados para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

Os critérios básicos para doação são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral) e com aceite familiar.
Em níveis nacionais, a córnea é o principal órgão em volume de doações e isso se repete também no CHS, numa parceria com o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS). Em seguida, entre os órgãos mais doados, estão os rins, fígado e coração, em ordem decrescente de captação.

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Impedimentos

Há casos classificados entre os impedimentos para doações, acrescenta o Seconci, e ocorrem por questões relacionadas à entrevista familiar. Entre os motivos estão o desconhecimento do desejo do potencial doador contrário, em vida, à doação. Além de casos de familiares indecisos, de familiares que desejam o corpo íntegro, não entendimento do diagnóstico de morte encefálica, receio de demora na liberação do corpo e convicções religiosas.

Também há motivos médicos para o impedimento das doações, como desconhecimento da causa da morte encefálica, portador de neoplasia, sorologia positiva, fora da faixa etária, instabilidade hemodinâmica, parada cardíaca e sepse – que identificam presença de microorganismos patogênicos. Além de aspectos logísticos ou estruturais, equipe de retirada de órgãos não disponível, deficiência estrutural da instituição, incapacidade diagnóstica de morte encefálica por carência de especialistas, incapacidade diagnóstica de morte encefálica por carência de equipamentos, familiares não localizados e potencial doador sem identificação.

 

Estrutura

Há no CHS uma estrutura especializada para cuidar dos trâmites das doações e ela inclui a Comissão Intrahospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante. Formada por equipe multiprofissional da área de saúde, esse grupo tem a finalidade de organizar, no âmbito da instituição, rotinas e protocolos que possibilitem o processo de doação de órgãos e tecidos para transplantes. Há também outra área, o OPO, caracterizada por ter um papel de coordenação supra-hospitalar com finalidade de organizar e apoiar os hospitais que estão sob sua abrangência nos processos de doação de órgãos e de tecidos. No CHS o Seconci dispõe de uma Cihdott e a OPO de referencia da entidade está situada em Itu. (Carlos Araújo) 

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